A repetição leva à perfeição. Esse ditado é muito utilizado no mundo da musical e dança, mas é extremamente válida também para o futebol, especialmente nos chamados lances de bola parada – onde há um controle maior sobre as ações. Com o técnico bicolor Dado Cavalcanti destacando desde o início da pré-temporada a ênfase nas bolas paradas, e os atletas repetindo o discurso a cada nova entrevista, era de se imaginar que em algum momento o clube se sobressairia nesse aspecto. E esse momento chegou. Em duas partidas, foram 4 gols em lances praticamente idênticos. Cruzamento de Celsinho no primeiro pau para desvio de cabeça de Raphael Luz (duas vezes), Gilvan e Lucas.
Veja o gol do Celsinho contra o Tapajós:
Se fosse possível sobrepor os lances do primeiro gol dos últimos dois jogos, veríamos, possivelmente, a mesma coreografia na cobrança, posicionamento e cabeceio do time bicolor. Um ballet, definitivamente, muito bem ensaiado. Para o garçom Celsinho, tudo isso é sinal de trabalho. “Isso é treinamento. Fazemos durante a semana tanto ofensivo quanto defensivo e procuramos dar ênfase no trabalho porque isso pode decidir jogo, como vem decidindo a nosso favor.”
Dado diz que aposta nas bolas paradas, na realidade, não são uma característica do time montado neste ano, mas que começou em 2015. “Desde o ano passado tínhamos uma arma nas bolas paradas, então estamos dando seguimento. Agora, é claro, tudo isso tem um tempo para maturação. O batedor agora é outro, jogadores que entram na bola são novatos, então primeiros precisamos nos acostumar com a batida da bola, onde eles vão se posicionar. Por isso a repetição é importante para a gente corrigir o posicionamento, deslocamento e tempo da bola”, comenta o comandante bicolor, que espera que o lance se torne uma “arma” para o time ao longo da temporada.
Celsinho é o convidado do Chat DOL de hoje. Participe, a partir das 10h30!
(Taion Almeida/Diário do Pará)
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