Às vésperas de jogos decisivos, a maioria dos atletas costuma ser bem contida nas declarações, para não municiar de motivação a equipe ou torcida adversária. Mas o atacante bicolor Bruno Veiga, antes da semifinal da Taça Cidade de Belém, entre Paysandu e Águia, ainda se dá ao direito de soltar algumas declarações bem humoradas. “Só ouvi falar desse tal de Flamel. Ouvi falar que é bom jogador, mas eu ainda não o vi jogar. Sou que nem São Tomé: só acredito vendo”, brincou o jogador.
Veja o segundo gol de Flamel no Parazão:
No entanto, quando começou a falar mais sério, a avaliação de Veiga sobre o potencial do adversário deste domingo já foi bem diferente. “Se eles chegaram à semifinal, é porque são grandes jogadores e têm um bom time. Temos que respeitar e impor nosso jogo, como fizemos até aqui. A ordem é não mudar o que vem dando certo que, com certeza, a gente sai classificado”, declarou o atacante.
Um dos líderes da arrancada rumo ao acesso na Série B de 2014, quando marcou seis gols e se tornou artilheiro do time, Bruno Veiga vê com bons olhos a mudança de perfil do time, com a artilharia bem dividida no grupo todo. “Acho que a superdependência de um atleta ou outro acaba prejudicando. Porque quando esse atleta não vai bem, acaba que o time todo não anda”, argumentou.
Em relação a outras temporadas, ele acredita que o time deste ano tem mais jogadores em condição de desequilibrar. “Temos vários jogadores que numa jogada individual decidem uma partida. E isso é bom porque qualifica o elenco e nos tornamos fortes em qualquer situação. Quando um não está bem, outro entra e resolve. É muito importante a montagem de um grupo forte, principalmente para nós que vamos disputar muitas competições esse ano”, avaliou.
(Taion Almeida/Diário do Pará)
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