De forma discreta, silenciosa, uma dupla de jogadores chegou ao Paysandu e marcou seu espaço. O tempo passou, concorrentes vieram e se foram, mas eles seguiram como titulares na equipe. No Re-Pa deste domingo podem atingir marcas expressivas com a camisa alviceleste.
O goleiro Emerson, contratado em 2015, vai para seu jogo de número 60 no Paysandu. Já o volante Augusto Recife, contratado no final de 2013, atingirá sua 100ª partida. No atual grupo bicolor apenas dois atletas tem números maiores – Ricardo Capanema, titular desde 2012, e Wélber, que conta com passagens pelo clube desde 2002.
Emerson e Recife ainda não tiveram a felicidade de conquistar um título com a camisa bicolor, mas o troféu ao final dos 90 minutos do clássico Re-Pa seria um bom prêmio para marcar a ocasião. A história de Augusto Recife com o Paysandu teve seu primeiro capítulo quase dez anos antes de assinar com o clube.
Quando ainda tinha 19 anos, ele foi titular na cabeça de área do Cruzeiro, derrotado pelo Paysandu na final da Copa dos Campeões. Vandick, autor de três gols naquela partida, era presidente bicolor quando o clube contratou o volante. Teve a oportunidade de marcar gol em Re-Pa no primeiro jogo da decisão da Taça Estado do Pará de 2014, no empate por 2 a 2, quando o jogador converteu um pênalti sofrido por Leandro Carvalho.
Emerson chegou ao clube já experiente. Aos 32 anos, o arqueiro, ex-Guarani-SP, demorou a ganhar a confiança do torcedor. Com uma instabilidade na sua defesa e falhas em alguns jogos, ele se superou na Série B, onde acabou eleito como um dos melhores do Brasileiro.
No jogo contra o Águia, o atleta protagonizou uma situação inédita no Paysandu, ao cobrar uma falta. A bola acertou a barreira. Acostumado com as cobranças, o goleiro recebeu o aval do técnico Dado Cavalcanti a insistir nas cobranças nos jogos seguintes. Será que o primeiro gol pode vir justamente em um clássico?
(Taion Almeida/Diário do Pará)
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