O primeiro clássico Re-Pa do ano sempre é aguardado com expectativa pelo torcedor, por mais que as equipes nem sempre estejam bem, mas ainda assim costumam atrair milhares de torcedores. Apesar do peso extra de ser uma decisão de turno, o público de pouco mais de 15 mil pagantes, ontem à tarde, no Mangueirão, foi o menor entre os primeiros encontros da
dupla nos últimos dez anos.
A pouca presença de público acabou por propiciar uma facilidade maior no acesso e saída do estádio do que o esperado, nas mesmas condições, em um jogo de lotação total.
Muretas, lama, poças d’água por todo o lado A tiveram seu impacto reduzido com o fluxo menor de carros. Quem não gostou muito das mudanças foram os vendedores ambulantes, reunidos em uma isolada praça de alimentação longe dos portões. “Para a gente, não foi uma mudança boa. O movimento aqui é muito menor porque é mais isolado, o torcedor tem que vir até aqui”, reclamou a jovem Ana Paula Barradas, 16, que comandava uma barraquinha de churrasquinho ao lado da mãe.
Embora não fosse a primeira experiência de trabalho no Mangueirão, Ana explica que não costuma vender muito nos jogos. “Na realidade, para mim é um bico. Quando preciso comprar alguma coisa eu venho para os jogos vender”, explicou.
No momento o objeto de desejo responde na forma de um livro. O último exemplar da série Os Instrumentos Mortais, de Cassandra Clare. “Como trabalho mesmo, eu ainda não tenho certeza de qual caminho seguir. Estou pensando em estudar para fazer Jornalismo, porque eu gosto e sou muito comunicativa”, encerrou Ana, que atualmente cursa o primeiro ano do ensino médio.
(Taion Almeida/Diário do Pará)
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