O Paysandu passa por um processo de estruturação no clube. Desde a administração do patrimônio, que envolve o pagamento de dívidas, até um forte trabalho de base, principalmente no futebol. Todas estas mudanças têm ocorrido desde que o time aderiu ao Programa de modernização da gestão e de responsabilidade fiscal do futebol brasileiro (Profut), que tem com objetivo trazer para o esporte bretão administrações mais igualitárias, responsáveis e transparentes. Para se encaixar neste programa, há algumas medidas a serem tomadas por parte dos clubes. Entre as propostas sugeridas pelo programa, está a criação de um departamento de futebol feminino.
O time do Papão iniciou o seu projeto ainda em janeiro deste ano, mas as atividades com a equipe iniciaram somente no último dia 23 de março. Atualmente, o elenco é formado por 22 jogadoras e a maioria fazia parte do grupo da Tuna Luso. Da Águia do Souza, também veio a treinadora, Aline Costa, que vai ser uma das responsáveis por estar à frente desde projeto.
Segundo a treinadora da equipe, o apoio que a diretoria bicolor tem dado para elas tem sido muito grande e isso facilita o trabalho. “Temos trabalhado forte para alcançar nossos objetivos. Estamos tendo o apoio forte do Paysandu. Isso é uma grande vitória, pois nós vínhamos de clubes que nos davam, praticamente, só o nome. Queremos colocar o Paysandu em um patamar maior, não só no estadual, mas também nacional”, explicou Aline.
Estrutura adequada para as atletas é fundamental para o sucesso do projeto
Para se treinar uma equipe de futebol, todo um investimento precisa ser feito. É necessário contratar uma comissão técnica, dar o suporte para os atletas e, logicamente, conseguir um espaço para os treinamentos. Todas essas estruturas foram fornecidas para o time de futebol feminino do Paysandu, que vai usar desse aparato todo para montar uma equipe forte para o Campeonato Paraense da categoria.
De acordo com a técnica Aline Costa, tudo já foi discutido com o presidente do Paysandu, Alberto Maia, e as meninas terão todo o suporte necessário. “Já conversei com o Maia sobre isso e ele disse que vai resolver todas essas questões. Faltam pequenos detalhes com as meninas. Mas toda a estrutura ele já resolveu. Nós temos um local fixo, que é a Associação Recreativa dos Correios (Arco), e também o Centro da Juventude (Ceju). Em termos de estrutura física, nós temos tudo aqui no Paysandu”, comemorou a treinadora bicolor.
Apesar de o time já estar em período de treinamento, o Papão ainda está aceitando novas jogadoras. “Eu não posso dar teste direto para novas atletas porque preciso trabalhar em grupo, mas também eu sei que todos precisam de uma oportunidade. Por isso, eu abri dois dias para ‘peneira’. Todas as segundas e sextas, às 15h, na Arco (na avenida Pedro Álvares Cabral, com a Tavares Bastos). É só a menina chegar lá e dizer que veio fazer o teste do Paysandu, que eu mesmo vou recebê-la”, encerrou a treinadora do time bicolor, convidando novas jogadoras a seguir o sonho de se tornar jogadora de futebol.
(Café Pinheiro/Diário do Pará)
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