São 18 medalhas de ouro, dez medalhas de prata e oito de bronze. Essa coleção toda é contada com orgulho pela mãe do campeão de Karatê, Luiz Carlos Fernandes Neto, de 14 anos. Após representar o Pará no último Campeonato Brasileiro, o atleta voltou para casa na noite do último domingo (1º) com o pescoço mais pesado, graças às duas novas medalhas.
Na competição, que ocorreu na cidade de Arujá (SP) entre os dias 28 de abril e 1º de maio, Luiz levou o primeiro lugar em kata e ficou em segundo no kumitê. Com essas colocações, o carateca conquistou a vaga para o Sul-Americano, que vai ocorrer no mês de setembro, no Chile. Se obtiver êxito fora do país, ele poderá representar o Brasil também no Mundial da Irlanda, em 2017.
Para a mãe de Luiz, a pedagoga Giselia Maria Cabral, ver o filho representar o Estado e o Brasil e competições nacionais e internacionais é uma realização. “Ele começou a praticar o esporte com apenas sete anos, e era apenas para fazer uma atividade física, até que ele decidiu competir e todas as vezes que se classifica para torneios mundiais o coração aperta por não poder levá-lo”, lamentou Giselia, que precisa tirar dinheiro do próprio bolso para custear as despesas do filho nos campeonatos. “Ele nunca participou de um Mundial. Não foi por falta de classificação, mas porque nós não conseguíamos patrocínio. Aqui em Belém, as dificuldades são muito grandes para se conseguir um patrocínio e nós temos muitos atletas excelentes, mas que não conseguem ir longe por falta de apoio”, alegou.
O pequeno grande atleta, que está prestes a passar para a faixa preta, faz por merecer tantos títulos. A disciplina durante os treinos, que ocorrem de segunda a sexta-feira por pelo menos quatro horas diárias, faz com que Luiz queira ir muito mais longe. “Chegar às competições e conseguir a classificação para outros campeonatos é uma realização, porque sempre me preparei muito para trazer para casa uma medalha”,
ressaltou o garoto.
Segundo a mãe de Luiz, o filho já teve um projeto aprovado pela Lei Tó Teixeira, mas não conseguiu arrecadar todo o valor disponibilizado pelo projeto. “Neste último campeonato, nós conseguimos o apoio da escola de idiomas Aslan e esperamos novamente o apoio com esse resultado positivo que ele trouxe a Belém”, encerrou Giselia Cabral.
(Kezia Carvalho/Diário do Pará)
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