Duas vezes campeã brasileira – Série B e C de 1985 e 1992, respectivamente –, e outras dez vezes do Parazão, a Tuna Luso Brasileira, com mais de 100 anos de fundação, há muito tempo deixou de ser a terceira força do futebol local. Até mesmo o status de um dos clubes mais concorridos do Pará, que lhe rendeu a alcunha de Elite do Norte, foi perdido pela Águia. Hoje, sua sede campestre já não é mais tão frequentada como era até a década de 1980, sobretudo pela colônia portuguesa, que migrou para outras agremiações, causando dificuldades financeiras à diretoria, que tenta, a duras penas, reerguer o patrimônio. No futebol, a Lusa foi perdendo espaço entre as principais forças do futebol paraense. Espaço que, aos poucos, vem sendo ocupado por equipes do interior, que mesmo sem o patrimônio e a tradição do concorrente, têm conseguido títulos, como foi o caso de Independente e Cametá, campeões paraenses em 2011 O jejum de títulos (o último foi conquistado em 1988), mas principalmente, o ostracismo do futebol do clube, está fazendo com que sua torcida, que já não era tão grande, No cenário nacional o quadro é ainda pior. Para quem levantou dois títulos nacionais, o primeiro entre os clubes locais, estar alijada do Brasileiro há nove anos não é nada fácil. A última vez em que o time esteve no Nacional foi na Série C de 2007. De lá para cá, seus torcedores só assistiram a Remo, Paysandu e outros clubes menores representarem o Estado. Uma realidade que os atuais dirigentes do clube tentam mudar, enfrentando uma série de dificuldades, sobretudo na parte financeira, já que a principal fonte de arrecadação do clube, vinda da mensalidade dos associados, é bastante inferior aos valores arrecadados pelo clube em seus tempos áureos. (Nildo Lima/Diário do Pará) |
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar