Após ter um pouco mais de tempo para trabalhar esta semana, Waldemar Lemos já começou a mexer na equipe. O treinador deve promover a entrada de alguns jogadores, para que o time comece a pegar as características pretendidas por ele. No jogo de amanhã, contra o Fortaleza-CE, ele espera um time mais leve e que consiga trabalhar bem a bola até as finalizações e que consiga também
marcar bem.
Ciro, Jussandro, Marcinho, Hériclis, Murilo, entre outros, ganharam uma chance nos treinamentos e podem começar como titulares o jogo deste domingo. Para Waldemar, as mudanças trazem, logicamente, melhorias ao grupo. “Eu espero uma maior versatilidade no time. Eu tenho pedido muito para que a gente tenha bastante movimentação e eu acho que isso tem condições de acontecer. Não que os outros não façam. Mas eu estou confiando em quem está no melhor momento para que a gente possa colocar no jogo”, explicou o Senhor Waldemar.
Apesar de todas as especulações sobre a onzena, o técnico só vai revelar a equipe minutos antes do confronto. Segundo ele, ainda há dúvidas para a escalação. “Temos dúvidas em algumas posições porque eu gosto de rodas os jogadores em várias posições. Por isso, meu time ainda não está definido. O grupo, se pudermos qualificá-lo, será muito bom”, disse.
Para técnico, azulinos precisam de identidade
Quem vê Waldemar Lemos fora de campo, tranquilo e com uma voz calma, enxerga outra pessoa quando ele está no trabalho. O Senhor Waldemar, mesmo aos 62 anos, é bem ativo e se movimenta bastante nos treinos. Há uma semana no comando do Leão, a expectativa é que a equipe comece a pegar o seu estilo e o leve para o campo.
Desde o início do ano, o Remo tem sérias dificuldades para conseguir uma regularidade. Em busca de um equilíbrio, o treinador tem trabalhando forte com os jogadores. “A gente precisa encontrar esta identidade, esta maneira de jogo e esta lógica aqui para o Remo. Eu acho que precisamos disso no futebol, porque muitos clubes deixaram de praticar. Ao longo da existência, aceitando a modernidade e não esquecendo de praticar o tradicional”, ressaltou.
Waldemar destaca, ainda, que o trabalho à frente do Remo está no começo e que ele precisa de tempo para que o time se encaixe, mesmo que não haja tanto tempo. “Vou correr atrás disso, de passar essa metodologia para eles. Como eu falei na minha primeira entrevista: precisamos de tempo. Mas o futebol brasileiro é imediatista e isso nos atrapalha muito, mas vamos lutar por isso”, encerrou.
(Café Pinheiro/Diário do Pará)
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