Não é de hoje que os jogadores locais reclamam das dificuldades de ter uma chance no time principal de Remo ou Paysandu. Se para os atletas com alguma rodagem já é complicado, para os da base o desafio é maior.
Uma das promessas mais recentes do Remo, Tsunami, que atua em pelo menos três posições, revela ter sentido preterido nesta temporada. Durante a era Marcelo Veiga, a equipe não tinha lateral-esquerdo e o treinador chegou a fazer improvisos na posição. “Eu senti um pouco de preconceito, sim. Eu vinha treinando como lateral-esquerdo, e não tinha ninguém que pudesse jogar. Eu vinha bem, estava indo bem nos treinamentos. Mas eu nunca tive a oportunidade de conquistar esta vaga. Chegaram outros jogadores para a posição e eu perdi espaço”, conta o jogador de 20 anos, que é zagueiro de origem, mas também joga como volante e lateral-esquerdo.
Com a chegada do treinador Waldemar Lemos, o garoto está esperançoso por uma oportunidade. Para isso, ele usa como exemplo um companheiro de equipe. “Eu me espelho no Marcinho. Ele estava como a gente, sem chances na equipe. Mas olha aí, hoje ele é titular da equipe. O professor Waldemar já disse que ele dá oportunidade para todos e basta a gente trabalhar e treinar forte. E eu vou seguir. Eu sei que vou conseguir a minha chance. Sou novo ainda e desistir é para os fracos”, ressalta.
(Café Pinheiro/Diário do Pará)
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