Se tem alguém que conhece muito bem o Clube do Remo, esta pessoa é Manoel Ribeiro, o “Marechal da Vitória”, apelido recebido pelo trabalho à frente do Leão na década de 1970. O atual presidente do Conselho Deliberativo azulino e grande benemérito tem mais de 60 anos de Baenão e, mais uma vez, está na disputa pelo cargo máximo dentro do Leão. Só que desta vez, Manoel Ribeiro é considerado como o único nome capaz de unir todos os grupos que existem dentro do Remo. Ele formou a chapa Leão Azul junto com o chefe do Departamento Médico Remista, Ricardo Ribeiro.
Manoel Ribeiro acredita que o Remo precisa se unir, realmente, porém é importante que todos trabalhem juntos em prol do clube e que aprendam os macetes do Remo para tocar o barco adiante. “Se nós conseguirmos unir todos esses rapazes, será muito bom. Mas acho que todos estes jovens do Conselho Deliberativo e de outros grupos precisam também participar antes de uma gestão para ter conhecimento sobre o que é o Clube do Remo. Para que a gente possa entregar o clube para eles que queriam viver o Remo”, afirmou.
Segundo Manoel Ribeiro, a renovação precisa acontecer logo dentro do Leão. “Eu já fui tudo dentro do Remo. Não tenho essa soberba de ser presidente. O que eu quero é ser substituído por essas pessoas, para continuar o processo de engrandecimento do Remo. O problema são as disputas. Por isso que eu sou a favor da união de todos. Não adianta escolher fulano e não desarmar o palanque. Por isso, se eu ganhar, vou chamar todos para trabalhar comigo e vou passar a experiência para eles”, encerrou.
TRAJETÓRIA - Presidente nos Biênios - 74-75, 78-79 e 84-85 |
“Quem ganha a eleição tem que juntar os outros”
Há alguns anos, o sobrenome do Clube do Remo tem sido problema. O clube tem sofrido com problemas na justiça do trabalho, passa por uma grave crise econômica e não pode contar com um grande trunfo no futebol, que é o estádio Baenão. Porém, mesmo com todas essas situações, o maior problema vai além desses, é a desunião entre os membros da alta cúpula remista.
Segundo o candidato à presidência, Manoel Ribeiro, o grande problema do Remo seria a falta de experiência e de humildade. “Todos vão para a eleição querendo ganhar, aí quando perdem, ficam com um resquício com aquele que ganhou. Não pode ser assim. E quem ganha a eleição, tem que juntar os outros. Precisa começar por quem ganhou também. É preciso ouvir os outros, ninguém vai conseguir fazer nada no Remo sozinho. Por isso que eu acho que o maior problema do Remo é a desunião”, comentou o grande benemérito.
Manoel Ribeiro ressalta ainda que toda essa desunião dentro do clube acaba dificultando investimentos e a circulação de capital. “Eu conheço muita gente que quer investir dinheiro aqui no Remo, mas que sabe de toda essa briga aqui. E onde tem desunião, ninguém vai botar dinheiro, porque não vai dar em nada. Por isso, tem que se unir, para mostrar o projeto e para essas pessoas financiarem os projetos”, concluiu.
(Café Pinheiro/Diário do Pará)
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