Conforme o BOLA já havia antecipado, o presidente da Assembleia Geral, Robério D’Oliveira, confirmou ontem o adiamento das eleições do Clube do Remo, depois de se reunir com os candidatos Manoel Ribeiro, da Chapa 10, e André Cavalcante, da Chapa 20. Desta forma, o pleito azulino ficou marcado para o dia 3 de dezembro, um sábado, e não mais 12 de novembro. O dirigente também estendeu seu mandato dos presidentes dos Conselhos Deliberativo e Diretor, além de ter pedido uma auditagem nas listas de sócios aptos a votar.
Segundo Robério, apesar de não constar no estatuto do clube, o adiamento do pleito remista era necessário. “Eu me debrucei sobre os impactos desta decisão e não poderíamos decidir sobre quais listas usar nas eleições. Não nos restou outra decisão a não ser a de adiar. A prorrogação foi curta, só para dar tempo de fazer uma auditoria no banco de dados do clube. Eu não consigo imaginar a possibilidade de fazer uma eleição com três listas, porque eu teria que escolher uma. E não posso escolher nenhuma delas”, explicou.
Ainda de acordo com o presidente da Assembleia Geral, para que não houvesse uma quebra nos trabalhos ocorridos dentro do clube, o seu mandato e os dos presidentes do Condel e do Codir foram prolongados. “Acho que assim a decisão seria menos traumática”, argumentou.
Para solucionar o problema da lista de associados regularizados, Robério D’Oliveira vai solicitar uma auditagem sobre os documentos. “A comissão que foi constituída tem o prazo de dez dias, a contar de amanhã (hoje), para nos apresentar o relatório. Sobre a lista, o banco de dados já está fechado. Agora eles vão depurar a lista de eleitores, mas os candidatos a presidente são dois e ao Condel são os mesmos”, encerrou.
Documento analisa gestão de André Cavalcante (Foto: Daniel Costa)
Liminar segurou relatório, mas pode ser derrubado nesta sexta
Depois de toda a situação do adiamento das eleições do Remo, a expectativa estava acerca da apresentação ou não do relatório feito pelos conselheiros azulinos. O documento contém o parecer sobre os relatos do Conselho Fiscal e do Conselho Diretor do Remo e seria na reunião ordinária do Condel, na noite de ontem. Porém, uma liminar concedida pelo Juiz de Direito Pedro Pinheiro Sotero, suspendeu todos os efeitos do relatório do Confis, que originou todos os demais documentos.
Desta forma, nada poderia ser apresentado. Por isso, Manoel Ribeiro, presidente do Condel fez um esclarecimento antes do início dos trabalhos. “Vamos nos silenciar sobre o relatório. Existe uma liminar do Juiz Sotero e vamos ter que obedecer. Na reunião, não trataremos sobre o relatório. Todos aqui esperávamos isso, mas vamos ter que aguardar”, afirmou o presidente do Condel, que deixou a reunião em aberto.
Neste caso, segundo informações de bastidores, se a liminar for derrubada, Manoel Ribeiro pode convocar imediatamente uma reunião do Condel para que a documentação seja apresentada.
Durante todo o dia de ontem houve diversas tentativas, em vão, de derrubar a liminar. Hoje, mais uma vez, alguns conselheiros tentarão derrubar a ordem para que a documentação seja apresentada.
(Café Pinheiro/Diário do Pará)
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