Desde que foi tomada a decisão de adiar as eleições do Clube do Remo por conta de uma série de problemas acerca da lista de sócios aptos a votar, o presidente azulino, André Cavalcante, tem se manifestado contrariado à mudança de data. Eleito para assumir o clube numa situação excepcional, com um ‘mandato tampão’ de apenas nove meses, o dirigente alega temer que a demora nas eleições comprometa a gestão do Leão.
O candidato à reeleição sinaliza com uma aproximação da sua oposição para tomar algumas providências administrativas antes do pleito. “Fui eleito presidente no dia 23 de janeiro este ano. O Campeonato Paraense teve início dia 30, apenas sete dias depois. Não é possível começar um trabalho decente nesse prazo.
Administrativamente, o adiamento da eleição é péssimo para o clube, pois há cerca de dois meses estamos engessados de tomar medidas administrativas para estancar problemas no clube”, argumentou André Cavalcante, citando que o estatuto azulino veta um dirigente de tomar decisões econômicas para períodos além da sua gestão.
O atual mandatário afirma que é necessário saber o que se fazer nesse momento, e que em uma frente – já tornada pública – ele seguirá procurando recursos legais para tentar a revogação da liminar que adia as eleições.
Por outro lado, garante que pensando nas decisões administrativas cogita se reunir com a oposição para tomar alguns apontamentos para o clube. “O presidente eleito, pelo atual cronograma, deve assumir o Remo em dezembro e encontrar as primeiras competições no futebol já em janeiro. E temos o risco de tudo
acontecer de novo”, encerrou.
RIBEIRO DIZ QUE APOSTARÁ EM VALORES LOCAIS
Do alto de seus 80 anos, Manoel Ribeiro adota em seu discurso como candidato à eleição para presidente do Remo uma palavra-chave que poderia soar estranha: juventude. Grande benemérito azulino desde os 35 anos, ele aponta no convite a jovens com talento e dedicação a dedicarem seu tempo ao clube. Cita como exemplo seu vice, Ricardo Ribeiro. “Era o que se esperava que nessa gestão fosse feito, mas o ambiente dentro do clube se mostrou muito ruim nesse sentido”, alegou Manoel.
Os candidatos a presidente e vice da chapa de oposição assumiram que a juventude não é uma palavra para ser lembrada apenas nos bastidores, mas na formação do time de futebol também. “Em primeiro lugar, quero dizer que o Remo tem uma base muito boa. A prova é o que está acontecendo com o Castanhal na Segundinha. Precisamos de coisas pontuais. Pretendemos seguir o que os associados querem, um time competitivo. Mas nada diz que um time competitivo precise ser caro. Alguns jogadores recebem R$ 2 mil lá e aqui querem receber R$ 40 mil, não dá. Queremos um time competitivo, tendo como base a garotada”, seguiu Manoel Ribeiro.
Tanto o candidato a presidente como seu vice afirmam que tem conversado com nomes para assumir o comando do time, mas que essa é uma decisão que não depende apenas deles, mas da comissão de futebol.
(Taion Almeida/Diário do Pará)
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