Antes do início da partida, no ginásio Mangueirinho, a expectativa era de que a seleção brasileira de handebol feminino, em melhor cotação a nível mundial, vencesse o duelo contra Cuba com alguma facilidade. O que não se imaginava é que a vantagem seria tanta assim. Com uma equipe cubana cheia de atletas muito novas, fisicamente mais frágeis e com bem menos qualidade técnica, as meninas do Brasil deitaram e rolaram – 51x9. Um verdadeiro show, com todas as atletas de linha marcando gols ao longo da partida. Antes da partida, a ponteiro Duda Amorim foi homenageada com flores pelo seu jogo de número 150 pela seleção.
O primeiro tempo começou com o Brasil mostrando como seria a partida. Com apenas 5 minutos o placar já apontava 5x0. A seleção chamava Cuba para seu campo de defesa e no contra-ataque, através de passadas rápidas e infiltrações certeiras, foi abrindo vantagem no placar em uma média de quase um gol por minuto ao longo do primeiro tempo. Cuba, por outro lado, tinha lentidão nas transições e recuperação. A movimentação frágil no ataque exigiu pouco da defesa brasileira e, nos arremessos de longe, a goleira Babi mostrou muita segurança. Placar final do primeiro tempo: 25 a 3.
Na segunda etapa, o técnico Morten Soubak começou a rodar o time do Brasil, colocando todas as atletas para jogar. Apesar do placar elástico desde o início, o Brasil não diminuiu o ritmo e marcou mais 26 gols. Placar final, Brasil 51x9 Cuba.
“Conseguimos manter a concentração o tempo todo. Realmente Cuba não está com uma boa renovação, mas fizemos um bom trabalho mantendo o ritmo durante os 60 minutos. A arena está com a atmosfera ótima, então foi muito legal”, comentou Duda. Abrindo o Torneio Quatro Nações, a Eslováquia derrotou o Uruguai por 29 x 15.
(Taion Almeida/Diário do Pará)
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