A torcida do Clube do Remo foi ao “Encontro de Leões”, na tarde de ontem. Apesar de um público bem abaixo da expectativa inicial de 35 mil pessoas, o Fenômeno Azul esteve presente no Mangueirão, onde acompanhou o treino do elenco remista que se prepara para a temporada 2017. A grande novidade foi a presença do lateral-esquerdo Jaquinha, que participou da movimentação pela primeira vez.
Para o técnico Josué Teixeira, o trabalho já começou de forma positiva, com o apoio do torcedor. “Quando você tem uma torcida apaixonada, que vem em um evento desse e faz uma festa dessa. Você tem um grupo de jogadores que querem trabalhar, isso é um facilitador e motivador, para que a gente tenha um bom trabalho e os jogadores desenvolvam”, afirmou o treinador.
Mesmo com os cerca de três mil torcedores nas arquibancadas, já deu para o novo treinador e alguns jogadores sentirem o que pode vir no início do Estadual. “A gente já conhece a torcida do Remo, a gente sabe da paixão, de tudo o que aconteceu e do histórico da torcida. Todo mundo sabe que o patrocinador maior do clube é o torcedor. Estão do nosso lado, apoiando, é muito bom para o campeonato”, reforçou o técnico.
O zagueiro Igor João já está acostumado com a força da torcida, porém tem a missão de passar tranquilidade aos jogadores mais novos, que ainda não sentiram o Fenômeno Azul. “Em um Re-Pa, você não consegue falar com o seu companheiro, porque é a torcida cantando e gritando o tempo todo. Mas eles são bons jogadores e sei que vão dar uma boa resposta”, destacou.
SALÁRIO DOS FUNCIONÁRIOS SEGUE ABERTO
Remo já pensa em 2017, mas precisa resolver as pendências de 2016. As principais situações a serem resolvidas são as de cunho financeiro, relacionada aos salários atrasados de funcionário do clube. A expectativa é que esta semana, este problema comece a ser resolvido.
Segundo o diretor de futebol do Remo, Marco Antônio Pina, quem está à frente desta situação é Manoel Ribeiro, junto com seu vice, Ricardo Ribeiro. Entretanto, ele acredita que algo seja resolvido nos próximos dias. “Se não pagarmos a totalidade, que se pague 60 ou 70% do que devemos para eles. O presidente pediu para primeira pagarmos os funcionários, e depois o acordo com os jogadores. Está caminhando por ai a dinâmica do clube com a nova gestão”, contou.
Segundo o dirigente, a situação do Remo está bem pior do que eles haviam previsto antes das eleições. “A situação é duas vezes pior. Até janeiro de 2016, o Clube do Remo tinha cerca de 90 funcionários. Hoje, com o relatório repassado pelos Recursos Humanos, são cerca de 137 funcionários. Então, o Manuel Ribeiro e o Ricardo Ribeiro, pensavam que era um valor, só que é maior. Só de funcionário, mais de R$ 500 mil que se deve. O final de ano não será amargo. O valor já está quase levantado e devemos pagar de dois a dois salários e meio atrasados para os funcionários. E isso já alivia bem a situação”, encerrou Marco Antônio.
(Café Pinheiro/Diário do Pará)
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