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ESPORTE PARÁ

Josué Teixeira confia no projeto azulino para 2017

O treinador Josué Teixeira foi anunciado como novo comandante azulino no dia 5 de dezembro, tendo a missão de montar um time barato e, principalmente, eficiente. A partir desta segunda-feira, 2 de janeiro, o Leão retoma às atividades para que tenha um 2

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O treinador Josué Teixeira foi anunciado como novo comandante azulino no dia 5 de dezembro, tendo a missão de montar um time barato e, principalmente, eficiente.

A partir desta segunda-feira, 2 de janeiro, o Leão retoma às atividades para que tenha um 2017 muito melhor que o ano passado. Nesta temporada, os azulinos jogarão Campeonato Paraense, Copa Verde, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro da Série C. O técnico Josué Teixeira conversou sobre todos estes detalhes com a equipe do Bola para esta última edição de 2016.

Como tem sido o início de trabalho no Remo?
Tem sido bom. Término de eleição e início de uma nova gestão, com ajustes financeiros e com um planejamento muito claro, de poucos investimentos e muito trabalho de base. Isso nós fizemos, avaliamos vários jogadores. Vamos ter uma média de 20 jogadores da base e locais, e mais seis ou sete de fora. É leitura do mercado, é aquilo que necessita para hoje. Contando que era desejo meu trabalhar no clube.

Com um time recheado de garotos, como conversar com eles para aguentar a pressão?
É necessário que esses jogadores tenham mais competições na base, joguem mais jogos. Eles jogam em média 20 vezes por ano, quando seria bom que jogasses 60, 80 vezes. Isso é um fato. Mas temos um grupo com jogadores locais que tem experiência e rodagem em outros clubes, que vai servir de suporte para esses meninos fazerem essa transição para um clube grande como é o Remo.

Os jogadores que são “de fora” chegam para ser titulares? E a chance para os garotos?
Não tem questão de ser titular ou reserva. São jogadores para compor um grupo e ajudar a gente. A decisão de jogar ou não jogar depende muito do rendimento deles no trabalho. Por isso que eu falo, não tenho problema de idade, de ser jogador local ou de fora. Tem que ter rendimento para poder jogar. Se um jogador jovem tiver condições de jogar e suprir as necessidades, ele vai jogar. Eu não tenho isso de idade, eu trabalho com jogador de futebol profissional. Se ele assina um contato e está participando de um plantel, ele pode jogar a qualquer momento.

O Remo trabalha com um orçamento de R$300 mil, isso é suficiente para se montar uma boa equipe?
Podemos usar uma referência do Asa-AL. A folha deles não chegou nem a R$100 mil, e chegaram ao mata-mata da Série C. Isso é muito relativo. Depende muito do grupo de jogadores que você tem, do comprometimento, daquilo que você pode fazer. Hoje, o futebol está muito nivelado. Se você estiver uma boa estrutura de trabalho, jogadores comprometidos, uma organização interna, você tem condição de brigar. A Chapecoense-SC foi um exemplo na Série A. Temos vários exemplos. Se você tiver uma estrutura bem organizada, independente de valores, você consegue obter o resultado.

Como tu conversas com a diretoria sobre o pagamento em dia dos salários de jogadores e funcionários do clube?

Isso é uma questão muito da diretoria. O presidente está se esforçando. Já pagou o 13º salário dos funcionários, parte dos atrasados, em menos de um mês de gestão. A gente sabe que é uma dificuldade, mas que não vai ter problema, não. A gente está confiando muito no presidente e na diretoria do clube.

Como tu vês a pressão sobre o Remo para 2017?
A pressão no Remo sempre é grande. Acho que a gente não tem que usar o parâmetro do Paysandu. Nós temos que fazer o nosso trabalho, independente de relação com o adversário. O que vai acontecer, a gente aguarda um 2017 bom e que a gente tenha o resultado positivo. Assim é o futebol.

O Remo faz um projeto ousado, com garotos e atletas locais. Em caso de um tropeço, como segurar a pressão e a cobrança da imprensa e da torcida?
Futebol é resultado. Você faz um planejamento e ele demora a acontecer... Se a diretoria tiver certeza no que está querendo, e me parece que é isso, clareza nos objetivos, a gente vai suportar qualquer início ruim. Mas quando você não está consciente e seguro daquilo que você está planejando, vai dar problema. Eu acredito muito no que estão falando para mim, no projeto. A torcida pedia um time cabano, a imprensa pedia isso, a diretoria pediu, e eu acho que é o momento. Montar um time com cinco, seis, jogadores de fora é um caso até histórico no Remo. A gente espera que todos tenham paciência e compreendam o trabalho. Até para você não queimar uma safra inteira de jogadores da base e nem de jogadores locais.

Além dos amistosos marcados para janeiro, como será a preparação do Remo até a estreia no Parazão?
A princípio, vamos trabalhar direto em Belém. Porque o custo é alto de se fazer uma pré-temporada. Já temos todo o trabalho da semana inicial, vamos fazer as avaliações. Em seguida, começaremos os trabalhos em tempo integral para até o primeiro amistoso, para já termos uma equipe bem definida.

O que tu esperas de 2017 no comando do Clube do Remo?
Espero que a gente tenha êxito nas decisões, que a gente consiga fazer um grande campeonato estadual. Que a gente consiga passar de fase na Copa do Brasil, chegar na final da Copa Verde e que a gente consiga o acesso, que esse é o objetivo. Quando a gente vai para um clube grande, a gente tem que pensar grande. E não pode ser diferente no Clube do Remo.

(Café Pinheiro/Diário do Pará)

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