O Paysandu terá no Parazão e na Copa Verde, as duas primeiras competições oficiais do time este ano, um elenco relativamente jovem, que supera a média de idade de muitas das equipes brasileiras. O grupo bicolor conta com alguns atletas com idade acima de 30 anos, mas que acabam contrabalançando com aqueles mais jovens, na casa dos 20 anos. A maioria deles promovidos da base, que se juntaram aos recém-contratados.
Atualmente o elenco bicolor extrapola o número de 28 atletas, apontado pelo técnico Marcelo Chamusca como ideal, o que faz com que se imagine que, no futuro, alguns jogadores jovens acabem sendo afastados do grupo. No momento, Chamusca comanda um plantel formado por 36 atletas, que juntos somam 726 anos de idade, com uma média de 20 anos.
Quando limitada ao time titular, que deve estrear no Parazão, sábado (28), contra o Castanhal, na Curuzu, a média passa a ser bem maior, chegando a marca de 29 anos ou 31 anos, dependendo da escalação de Jhonnatan, jogador de 24 anos, ou Daniel Sobralense, de 33 anos. Ontem, no amistoso em Recife, contra o Santa Cruz-PE, Chamusca optou pela escalação, de início, de Jhonnatan.
Mas a tendência é mesmo que o Papão inicie sua participação oficial na temporada com Sobralense, que ficou de entrar no decorrer da partida de ontem, como titular. O atleta, vindo do Fortaleza-CE, é apontado como um dos “homens de confiança” do comandante bicolor, espécie de ponto de referência do time planejado por Chamusca.
Mescla entre juventude e experiência é a marca de Chamusca
Método de trabalho
A montagem de um elenco recheado de tantos jogadores jovens não surpreendeu os torcedores do Paysandu que acompanham a trajetória do técnico Marcelo Chamusca. O treinador começou a carreira dirigindo equipes de base, tendo diversas passagens pelo Bahia-NA e Vitória-BA, à frente das divisões inferiores, e desde então o aproveitamento de atletas mais jovens tem sido uma das tônicas de sua carreira nos clubes por onde passa.
O próprio Chamusca admite gostar de ter em seu grupo um bom número de garotos. “Acho muito importante fazer essa mescla entre os jogadores mais rodados, experientes, e aqueles que estão começando agora”, diz. “Acredito que essa fórmula acaba sendo positiva, pois ganhamos nos dois lados, ou seja, na vivência do jogador mais velho e na busca de espaço do jovem atleta, que faz de tudo para conseguir seu espaço”, argumenta o técnico.
Briga boa
A presença de tantos jogadores jovens no elenco bicolor parece não assustar os atletas mais experientes do grupo. O atacante Leandro Cearense, de 31 anos, por exemplo, garante não se sentir incomodado. “É uma situação normal. São jogadores jovens que como tantos outros no futebol estão buscando o espaço deles”, comentou. Cearense acredita que a injeção de jovialidade no grupo serve para dar mais gás ao elenco e, ao mesmo tempo, aumentar a briga pela titularidade. “São garotos que estão chegando agora, com toda a vontade e querendo dar o melhor deles. Isso é bom, pois ajuda na parte física do grupo, além de aumentar a briga pela titularidade”, afirmou.
Experiência
Saiba quem são os ‘vovôs’ do PapãoOs jogadores mais experientes do elenco bicolor estão divididos entre um velho conhecido da Fiel, o zagueiro Fernando Lombardi, e um meio-campista que defenderá o time pela primeira vez: Diogo Oliveira. Ambos têm 35 anos, considerados os “vovôs” do grupo. Mais próximos deles estão o goleiro Emerson, com 34 anos, o volante Augusto Recife e o meia Daniel Sobralense, que têm 33 anos de idade. O plantel tem ainda outros três jogadores na casa dos 30 anos, são eles o lateral-direito Ayrton (31), o volante Ricardo Capanema (32) e o atacante Leandro Cearense (31).
Novatos
Volantes saídos da base esperam por uma chanceSe o perfil do elenco bicolor não mudar em nada até o início do Parazão e da Copa Verde, a garotada bicolor pode considerar este começo de 2017 como promissor. Dos 36 atletas do grupo, 15 estão na faixa de idade entre 20 e 25 anos. Mas, existe atleta ainda mais jovem no grupo. Casos dos volantes Mauro e Rodrigo Andrade, ambos de 19 anos. Os dois meio-campistas surgiram na base bicolor, mas é Andrade que apresenta mais experiência, tendo feito vários jogos como titular do time principal, depois de ter sido chamado em uma situação emergencial pelo técnico Dado Cavalcanti, em 2016.

(Nildo Lima/Diário do Pará)
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