Amarca de 11 jogos sem levar gol, a maior já alcançada por ele, ainda está viva na cabeça de Emerson. A série, obtida pelo camisa 1 do Paysandu, em 2016, durante as disputas da Série B do Brasileiro e Copa do Brasil, pode ganhar, agora, ao estilo das prestigiadas séries de televisão, uma nova temporada. Há quatro partidas, num total de 360 minutos - somados apenas o tempo regulamentar dos confrontos - que o ídolo da Fiel, nascido em Rancharia, São Paulo, não tem sua meta vazada, o que o faz conviver com a possibilidade de reeditar a bela sequência de 2016.
O goleiro, de 34 anos, porém, está consciente de que a nova sequência pode estar apenas em seu início, com muitos capítulos ainda precisando ser exibidos ao torcedor. “Sei que ainda temos muitos jogos pela frente e que preciso estar focado”, admite. Mas, ao mesmo tempo, ele não descarta a possibilidade de voltar a ter uma “audiência” nacional, como em 2016, quando foi alvo de atenção de torcedores do Brasil inteiro, por causa da invencibilidade sob a meta bicolor.
“Sempre dá para pensar em uma nova sequência e a quebra dos tabus”, diz Emerson. “Mas, para que isso aconteça, preciso estar concentrado, sempre focado para não voltar a sofrer gol”, complementa. Embora as quatro partidas oficiais do Papão sejam apenas as primeiras no ano, o goleiro ressalta que a cobrança sobre ele será cada vez maior, não podendo falhar em hipótese alguma, como os principais astros das sequências televisivas dos seriados.
DE RESERVA A TITULAR
“A responsabilidade aumenta cada vez mais e isso é fundamental para que eu possa manter o foco”, observa, o sempre tranquilo, arqueiro bicolor, que chegou à Curuzu como reserva de Andrey, que acabou perdendo a titularidade pouco tempo depois. De lá pra cá, Emerson ficou de fora do time em poucos jogos, já contando com uma série de mais de 100 partidas com a camisa do Papão, o que lhe rendeu homenagem especial feita pela direção do clube.

Vem aí... Uma nova sequência?
A bela sequência de 11 partidas sem ter sua rede balançada foi iniciada por Emerson no dia 29 de junho de 2016, curiosamente, quando o Papão caiu, na Fonte Nova, em Salvador, por 3 a 0, diante do Bahia. O arqueiro cometeu pênalti, quando o jogo, pela Série B, registrava o empate, sem gols, com Marcão, seu reserva imediato, o substituindo, aos 29 minutos do primeiro tempo. A partir daí, foram quatro vitórias e sete empates obtidos pela equipe bicolor, com o goleiro tendo participação decisiva na maioria dos resultados.
A nova sequência foi iniciada no dia 15 de fevereiro, quando o Papão, que vinha de derrotas frente ao Independente e Remo, também pelo Parazão, aplicou 3 a 0 sobre o São Francisco, na Curuzu. Em seguida, o time obteve mais duas vitórias no Estadual (Águia e Castanhal), dentro e fora de Belém, e, por último, o empate, sem gols, diante do Galvez-AC, em Rio Branco, Acre, pela Copa Verde, na estreia das equipes no torneio. O próximo desafio de Emerson e, consequentemente, da defesa bicolor será no domingo (12), diante do Independente, quando poderá deixar o gramado da Curuzu com a invencibilidade ampliada, ajudando o bicolor a melhorar sua pontuação. “Não levar gol dá mais tranquilidade para que o ataque possa marcar lá na frente”, alerta.
(Nildo Lima/Diário do Pará)
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