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Setor de criação vira arma do Papão para o clássico

Se no ano passado o Paysandu se ressentiu quase a temporada inteira de um maior poder de criação em seu meio de campo, em 2018 a situação, pelo menos aparentemente, não deve tirar o sono do técnico Marquinhos Santos. A briga pela função de “cérebro” da eq

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Se no ano passado o Paysandu se ressentiu quase a temporada inteira de um maior poder de criação em seu meio de campo, em 2018 a situação, pelo menos aparentemente, não deve tirar o sono do técnico Marquinhos Santos. A briga pela função de “cérebro” da equipe vem sendo acirrada, com Fábio Matos, remanescente do ano passado, e Pedro Carmona, um dos novos contratados, se destacando dos demais concorrentes, entre eles Danilo Pires, que, apesar do prestígio que tem, ainda carece de um melhor condicionamento físico para poder brigar efetivamente por um espaço neste compartimento da equipe bicolor.

Embora Matos e Carmona tenham se destacado até aqui, eles ainda não puderam atuar lado a lado, fazendo uma dobradinha de inspiração no meio de campo da equipe. Enquanto o primeiro já atuou em três partidas, o segundo foi acionado em duas, mas tem a seu favor o fato de ser um dos artilheiros do time, com dois gols, um a mais que o concorrente. Pelo que tem demonstrado Marquinhos até aqui, não há espaço para ambos no mesma formação. Quando o técnico abriu mão do tradicional sistema 4-4-2, ele acabou optando pela entrada de mais um atacante, mantendo os dois volantes e apenas um meia, com time passando ao 4-3-3.

Carmona encara a disputa com naturalidade e entrega nas mãos de Marquinhos a decisão pela escalação dele ou não para o Re-Pa. “A escolha é do Marquinhos. A disputa é grande e sadia pela posição. Isso é bom para o Paysandu. Então, vou tentar fazer a minha parte e, se ele optar por mim, vou estar preparado. Caso contrário, vou estar no banco”, diz o meia.

Discurso parecido é adotado por Matos, quando questionado sobre a disputa pela titularidade. “Sei que ele é um jogador bastante rodado, muito experiente. É um jogador que veio para nos ajudar. Independente de jogar ou não, vou torcer do mesmo jeito, pois somos uma equipe e temos um só objetivo”, afirma o meio-campista.

Apesar da cordialidade entre os jogadores, ambos querem sempre estar em campo e o Re-Pa de hoje pode servir, dependendo do desempenho de cada um, como passaporte para confirmar a titularidade no time de Marquinhos Santos.

(Nildo Lima/Diário do Pará)

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