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Porsche e Audi vão entrar na F1, afirma CEO da Volkswagen

A expectativa é que as marcas devam integrar a Fórmula 1 a partir de 2026.

segunda-feira, 02/05/2022, 11:20 - Atualizado em 02/05/2022, 11:19 - Autor: Julianne Cerasoli/Folhapress

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As marcas pertencem a Volkswagen
As marcas pertencem a Volkswagen | Foto: Reprodução / Grande Prêmio

O CEO da Volkswagen, Herbert Diess, afirmou nesta segunda-feira (2) que Porsche e Audi, que pertencem ao grupo, vão entrar na Fórmula 1. A informação foi divulgada pela agência Reuters.

Diess disse ainda que os preparativos da Porsche são um pouco mais concretos no momento. A expectativa é de que a marca tenha uma parceria técnica com a Red Bull Powertrains para fazer a unidade de potência que equipará Red Bull e AlphaTauri a partir de 2026.

Já a Audi não entraria apenas como uma fornecedora de motores, e sim teria uma parceria bastante estreita ou mesmo compraria uma equipe já existente. A Alfa Romeo é uma boa opção, pois os donos do Grupo Sauber, que têm um acordo de branding com a marca italiana, buscam um comprador para o time suíço. Mas a Aston Martin também surgiu como candidata, já que o dono da equipe e presidente executivo da marca de carros britânica, busca uma maneira de tornar o conjunto mais competitivo na Fórmula 1. E a própria Williams, de propriedade de um grupo de investimentos norte-americano no momento, demonstrou interesse em algum tipo de parceria com os alemães.

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Embora a decisão tenha que ser tomada o quanto antes para permitir que ambas as marcas estejam preparadas, a entrada de ambas só deve acontecer em 2026, quando a Fórmula 1 terá uma nova unidade de potência. Inclusive, a declaração de Diess acontece menos de uma semana depois de mais uma reunião da Comissão de Fórmula 1 que discutiu, entre outros assuntos, o novo regulamento.

A categoria trabalha na definição do novo motor há meses, com a definição de que a unidade de potência continuará sendo uma V6 turbo híbrida, mas sem o complicado sistema MGU-H, que usa energia calorífica, e mais potência vinda do outro sistema de recuperação energética, o MGU-K, algo mais próximo do que a indústria automobilística usa nos carros híbridos e elétricos. E o combustível do motor a combustão será 100% vindo de fontes renováveis. Atualmente, esse percentual é de 10%.

O grande entrave é definir os parâmetros financeiros e técnicos para quem decidir entrar na categoria. A preocupação dos rivais é especialmente com o projeto conjunto Porsche e Red Bull, que poderia dar vantagens ao time, que vai estrear como fabricante de motores em 2026. Eles já usam motores com o nome Red Bull Powertrains a partir desta temporada, mas o equipamento foi desenvolvido e é mantido pela ex-parceira Honda.

As regras de 2026 ainda não foram votadas, o que a Fórmula 1 espera fazer em julho. A confirmação da entrada de Audi e Porsche é um passo importante nesse processo.

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