Por muitos anos a imagem do Inter esteve atrelada a Falcão. O ex-volante de estilo clássico, mesmo após se tornar comentarista, nunca conseguiu dissociar sua imagem a do clube gaúcho. Com a camisa 5 nas costas e um jeito elegante de tratar a bola, ele se tornou o principal expoente do time colorado na década de 70, quando o clube se tornou tricampeão brasileiro.
Sua última partida ocorreu na perda do título da Libertadores para o Nacional em 1980, deixando um legado histórico no Beira-Rio. Mesmo negociado com a Roma e provocado pelos adversários a não dividir a bola e melar a transferência, Falcão não tirou o pé, apesar de não conseguir ser campeão.
Sua estreia na Capital italiana ocorreu justamente contra o Inter, em amistoso que terminou empatado por 2 a 2 . Na Cidade Eterna, Falcão virou o "VIII Rei de Roma". A alcunha recebida é simples se ter entendida. Após 50 anos, a Roma conquistou o scudetto. Um título continental novamente bateu na trave, com a Roma perdendo a final da Champions League nos pênaltis para o Liverpool, em 1984. Antes de pendurar as chuteiras, atuou pelo São Paulo. Com a amarelinha, disputou as Copas de 82 e 86.
Justamente na seleção brasileira Falcão iniciou sua curta vida como treinador. Após a perda da Copa América de 1991, a CBF dispensou seus serviços. Mesmo sem ter durado muito tempo, uma renovação foi promovida, mais ou menos nos moldes de Mano Menezes. Jogadores como Cafu, Márcio Santos e Mauro Silva, campeões do mundo em 1994, foram convocados pela primeira vez.
Após uma experiência no América do México, Falcão retornou ao Inter. O estilo elegante apresentado como jogador manteve-ve à beira do gramado. Sempre bem trajado, vestindo terno, gravata e sapato, Falcão comandou o Inter no Brasileirão de 93, foram cinco vitórias, quatro empates e cinco derrotas e a 13ª colocação. Antes de assumir o microfone da Rede Globo como comentarista, nas páginas do jornal Zero Hora e da rádio Gaúcha, Falcão teve uma passagem pela seleção japonesa.
Agora retorna para onde tudo começou. Falcão volta ao seu time de coração. Tentará dar o tri da América ao clube em que ajudou a erguer o Beira-Rio, levando junto com seu pai tijolos para a construção do Beira-Rio que tanto o viu brilhar. Colorados, Paulo Roberto Falcão, o camisa 5 do mágico Inter da década de 70 está de volta. As informações são da Gazeta Esportiva. (DOL)
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