Responsável por conduzir o processo eleitoral que irá escolher o sucessor de Joseph Blatter na presidência da Fifa, o suíço Domenico Scala foi contratado pela entidade, três anos atrás, para melhorar a imagem da entidade.
Economista de sucesso, com passagens pela farmacêutica Roche e a empresa de alimentação Nestlé, ele foi chamado para chefiar o comitê de auditoria do órgão, que enfrentava denúncias de compra de votos nas eleições presidenciais de 2011 e na escolha das sedes das Copas de 2018 e 2022.
Desde então, Scala, que em 2004 foi apontado como um dos "jovens líderes globais pelo Fórum Econômico Mundial, tem ganhado poder dentro da Fifa.
A maior prova disso é que o auditor suíço foi escolhido para preparar a entidade para sua eleição presidencial extraordinária, prevista para acontecer entre dezembro deste ano e março de 2016, convocada por Blatter na terça-feira (2).
Além disso, o presidente, que decidiu deixar o cargo após o pleito em meio ao escândalo de corrupção que se abateu sobre a Fifa, quer que Scala o ajude a fazer uma reforma política na federação internacional.
Entre outros projetos, Blatter planeja implantar a limitação de mandatos para o cargo e também para membros do comitê executivo.
(Folhapress)
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