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Número de casos assombra Pan-Americanos de Toronto

O alto número de casos de doping tem assombrado os Jogos Pan-Americanos. Até quinta-feira (16), foram confirmados seis testes positivos em dez dias de competição - o que gerou um alerta na Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa). A entidade concedeu

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O alto número de casos de doping tem assombrado os Jogos Pan-Americanos. Até quinta-feira (16), foram confirmados seis testes positivos em dez dias de competição - o que gerou um alerta na Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa).

A entidade concedeu entrevista coletiva na sexta-feira (17), em Toronto para revelar mais quatro atletas que foram flagrados em exames: Foram três no beisebol (o portorriquenho Nelson Gómez, o dominicano Mario Castillo e o colombiano Javier Angulo), e a mexicana Cinthya Lara, do levantamento de peso.

Antes deles, o pesista Patrick Mendes (americano que competiu pelo Brasil por ter dupla nacionalidade) e o nadador peruano Mauricio Fiol já haviam sido excluídos do Pan pelo mesmo problema. Todos os seis tiveram seus resultados anulados, estão suspensos preventivamente, além de terem sido expulsos dos Jogos..

Referência mundial no assunto e presidente da comissão médica da Odepa, o brasileiro Eduardo de Rose é quem comanda o combate ao doping no Pan de Toronto. Ele expressou sua preocupação: "A comissão médica está, de certa forma, surpresa com tantos casos registrados no início dos Jogos. Os números, porém, são mais ou menos os mesmos do que temos em todas as grandes competições. Ficam entre cinco, 10, 15 casos. Mas é difícil dizer o motivo (de tantos testes positivos até agora", declarou ele durante a coletiva concedida ontem no Canadá.

A posição do brasileiro é a mesma do mexicano Ivar Sisniega, primeiro vice-presidente da Odepa, que também participou da entrevista: "Queremos esclarecer que ainda estamos muito preocupados com esses resultados positivos, e estamos lidando com isso de uma forma muito séria - disse o dirigente.

EXAMES ANTIDOPING

Está prevista a realização de 1.500 exames antidoping até o fim dos Jogos Pan-Americanos de Toronto. O número representa 25% do total de atletas que estão no evento (cerca de 6 mil). Com isso, um em cada quatro competidores passará pelo teste, caso não haja repetição de coletas.

Segundo o vice-presidente da Odepa, Ivar Sisniega, até a última quinta-feira, foram realizados cerca de 1.160 testes: Foram 900 de urina, 180 de sangue, e outros 80 sanguíneos ligados ao passaporte biológico.

As coletas de material estão sendo feitas pela LifeLabs, um laboratório de Toronto. A empresa, inclusive, montou bases na Vila dos Atletas e nas outras cinco sub-vilas. A análise, no entanto, é promovida pelo Instituto Armand-Frappier, credenciado pela Agência Mundial Antidoping (Wada) e com base na cidade canadense de Montreal.

ATLETAS FLAGRADOS NO DOPING ATÉ O MOMENTO

-Patrick Mendes (Brasil) - levantamento de peso - metabólito dehidroclorometiltestosterona;

-Mauricio Fiol (Peru) - natação - estanozolol;

-Cinthya Vanessa Domínguez Lara (México) - levantamento de peso - oxandrolona;

-Nelson Gómez (Porto Rico) - beisebol - boldenona;

-Mario Mercedes Castillo (República Dominicana) - beisebol - dimetilbutilamina;

-Javier Jesús Ortiz Castillo (Colômbia) - beisebol - estanozolol.

(com informações do portal Lancenet)

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