Celebrado no dia 8 de março desde 1909, o Dia Internacional da Mulher representa a luta das mulheres contra o machismo e por melhores condições de vida, pelo direito ao voto e por reconhecimento perante a sociedade.
Gabriela Lubies, musa fitness, relata sua ligação com a importante data. “Devido a certas circunstâncias, há tempos atrás eu era condicionada a achar que não fazia o menor sentido ter o Dia das Mulheres, se não tínhamos o Dia do Homem, achava que isso era uma forma de um preconceito travestido de reconhecimento”, revela.
“Só que minha percepção mudou, ainda bem, quando comecei a pesquisar, estudar sobre feminismo, sororidade, questões ligadas a mulher de um modo geral e principalmente quando comecei a observar os atos dos outros e em especial os meus. Fiquei em choque quando eu descobri que era muito machista e não percebia”, completa Gabi Lubies.
Para a musa fitness, a aceitação do machismo se deve a sua criação. “venho de uma criação, como a maioria das mulheres e homens, onde o patriarcado, para se sustentar, precisava e precisa replicar essa cultura de inferiorizar as mulheres para se manter vivo”.
Gabi Lubies destaca a importância da luta contra o legado cultural do machismo. “Não faz muito tempo em que a mulher era propriedade dos pais e passava depois para o marido, não tinha direito de estudar, não podia votar, não podia usar calças, não podia decidir sobre sua própria vida, o nascimento de uma menina era lamentado enquanto o do “varão” era comemorado. Ainda hoje algumas culturas tratam as mulheres de forma como se tivessem menos valor que os homens e fazem isso de forma declarada, mas acredito que em todas, mesmo nas que dizem ter abolido o tratamento diferenciado, ele ainda exista e está longe de desaparecer”.
A musa fitness aponta que ainda há muito a mudar. “Temos salários desiguais para os mesmos cargos em função do gênero, sofremos assédio moral e sexual no ambiente de trabalho, temos que estudar e nos qualificar muito mais do que os homens para crescermos no trabalho, somos vítimas de feminicídio, preconceito, e para ter respeito somos obrigadas a adotar uma postura mais ‘enérgica’ ou até masculinizada nos postos de comando”.
“Aí vem o patriarcado e dita qual é a postura esperada para a mulher que ‘é para casar’, assim como para aquela que é mãe, que é casada, para a viúva. Temos todo um roteiro de coisas que não ficam bem para a mulher falar, vestir, postar, comentar, curtir; somos incentivadas desde novas a competir umas com as outras. Isso precisa acabar”.
Gabi Lubies destaca a real importância da data. “O Dia da Mulher é uma data importante, que nos lembra de nossa luta e nossa força. Sonho com o dia em que não precisaremos de uma data no calendário para conscientizar a sociedade que somos iguais aos homens em direitos. Mas por enquanto, que essa data comemorativa seja sempre um despertar para evidenciar que a luta ainda continua, para sensibilizar as pessoas a prestarem atenção em seus atos, no que acontece a sua volta para a causa do respeito à mulher”.
Fonte: Gazeta Esportiva
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