A vitória por 1 a 0 sobre o Castanhal, em jogo-treino no CT Raul Aguilera, serviu como pano de fundo para reflexões mais amplas no Paysandu para a temporada 2026 que vai se iniciando.
Após a atividade, o auxiliar técnico Ignácio Neto concedeu entrevista coletiva no Estádio da Curuzu e abordou temas que vão além do placar, passando pela base, metodologia de trabalho e o momento do futebol paraense.
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Antes de entrar no campo esportivo, Ignácio comentou o acidente envolvendo o ônibus do Águia de Marabá, no retorno da Copa São Paulo, e demonstrou solidariedade ao clube marabaense.
"A gente recebe, não só o Ignácio, mas o público do Pará, com profunda tristeza. Quero expressar meus sentimentos à torcida do Águia e à comissão técnica. Infelizmente perdemos o Hécton, um grande preparador físico. É um mês complicado… É hora de nos fortalecermos na fé", disse.
Ao falar da Copinha, o auxiliar ressaltou o peso da competição no cenário nacional e o impacto direto no mercado. O tema virou assunto mesmo sem a participação do Paysandu, que ficou de olho em algumas promessas paraenses.
"A Copa São Paulo é a principal competição de base do Brasil… Ela é a vitrine mais democrática, que abraça todos os estados", afirmou, destacando o bom desempenho de clubes paraenses e citando o interesse gerado em atletas revelados no Estado.
Com um mês de pré-temporada concluído, Ignácio reforçou que o planejamento do Paysandu para 2026 passa diretamente pela integração entre as categorias de base e profissional.
"O torcedor às vezes fica receoso porque está acostumado com medalhões, mas precisamos olhar para o futuro. Futebol não tem idade, é cumprir função", explicou, ressaltando o desempenho de jovens nos jogos-treino contra Cametá e Castanhal.
Ignácio pontuou que o foco do momento não está nos resultados, mas no comportamento coletivo. O elo entre os garotos e a comissão técnica principal também foi destacado como diferencial.
"Tenho que ser um facilitador para eles e para os atletas, para que sintam o menos possível essa mudança de contexto. Não olhamos resultado ou placar, analisamos comportamento: o que estimulamos no treino e o que foi executado no jogo", disse, citando a confiança construída junto ao técnico Júnior Rocha.
O Paysandu estreia no Campeonato Paraense no próximo domingo, 25, contra o São Francisco, na Curuzu, às 16h. Sem reforços anunciados neste ano, o auxiliar deixou claro que o elenco segue em observação e que o clube permanece atento ao mercado.
"Um clube como o Paysandu nunca está fechado ao mercado", concluiu.
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