O interesse do Palmeiras no atacante Thalyson, uma das promessas da base do Paysandu, esbarrou na posição irredutível do clube bicolor. Após um período de testes em São Paulo, o Verdão chegou a apresentar uma proposta de cerca de R$ 900 mil pelo jogador, segundo apuração do DOL, mas a oferta foi prontamente recusada pela diretoria alviceleste.
Com contrato válido até 2027, Thalyson voltou a Belém após a experiência no clube paulista e segue nos planos do Papão para a temporada. Internamente, a avaliação é de que o valor apresentado não corresponde ao potencial do atleta, além de não atender aos interesses esportivos do clube neste momento.
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O presidente Márcio Tuma adotou um discurso direto ao comentar a negociação e deixou claro que o Paysandu não aceitará liberar jogadores sem contrapartida financeira adequada.
"Todo o respeito ao Palmeiras, um dos grandes clubes do futebol brasileiro, porém aqui é Paysandu e respeitamos os interesses do Paysandu, não de outro clube", destacou.
O mandatário bicolor adotou um tom firme e também reforçou que o Campeão dos Campeões não trabalha com a possibilidade de empréstimos sem retorno financeiro.
"Quem quiser levar atleta de graça, vai ficar sem levar. Aqui vamos usar todos os nossos atletas, porque temos certeza de que eles vão nos ajudar nesta temporada. Se houver uma proposta financeira interessante, sentamos para analisar. Agora, empréstimo sem custo, pode esquecer", afirmou.
Popularmente, há um ditado que fala que todo dia sai um malandro e um otário, e quando eles se encontram dá negócio. O termo mais sofisticado é o Mickey e o Pateta. Em tom mais descontraído, mas sem perder a firmeza, o presidente ainda ironizou práticas comuns no mercado.
"No futebol se vê muito Mickey, mas ninguém quer ser o Pateta. E com certeza o Pateta não somos nós", completou.
Thalyson, de 19 anos, é natural de Belém, atua como ponta e ganhou projeção nacional após boa participação na Copa São Paulo de Futebol Júnior. Canhoto e veloz, ele passou por empréstimos recentes para ganhar rodagem, atuando pelo Votuporanguense e pelo Águia de Marabá, além de integrar o elenco profissional do Paysandu.
A postura adotada pela diretoria reforça o discurso de valorização dos ativos do clube e de maior rigor nas negociações envolvendo atletas formados na Curuzu. O recado é claro: o Paysandu não pretende abrir mão das joias sem retorno técnico ou financeiro compatível.
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