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A base que surgiu na crise agora aponta caminho ao Paysandu

Forçado pela crise financeira, o Papão recorreu à base, viu jovens assumirem protagonismo e transformou a necessidade em peça-chave na conquista do estadual.

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Imagem ilustrativa da notícia A base que surgiu na crise agora aponta caminho ao Paysandu camera Foram colocados no fogo e deram conta do recado | Jorge Luís Totti / Paysandu

A conquista do Campeonato Paraense de 2026 pelo Paysandu vai além da rivalidade vencida sobre o Clube do Remo e hegemonia no futebol paraense. O título representa também a consolidação de um modelo que nasceu da necessidade: apostar nas categorias de base para reconstruir o clube em meio a um dos momentos financeiros mais delicados da história recente.

Após o rebaixamento para a Série C no fim de 2025, o Lobo mergulhou em um cenário de dificuldades. O clube carregava dívidas acumuladas de gestões anteriores, o que reduziu drasticamente a capacidade de investimento no futebol. Em meio à turbulência, o então presidente Roger Aguilera deixou o cargo e Márcio Tuma assumiu a condução administrativa com a missão de reorganizar a casa.

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Com o caixa mais enxuto, a solução foi olhar para dentro. A montagem do elenco para 2026 passou inevitavelmente pela base bicolor. Ao todo, 14 jogadores formados nas categorias de base do clube passaram a integrar o grupo profissional, formando a espinha dorsal de um time que precisou amadurecer rapidamente dentro de campo.

Pedro Henrique colocando Diego Hernández no bolso durante da final
📷 Pedro Henrique colocando Diego Hernández no bolso durante da final |Wagner Almeida / Diário do Pará

Para equilibrar a juventude do elenco, o clube trouxe alguns nomes mais experientes e apostou no trabalho do técnico Júnior Rocha, encarregado de conduzir o processo de reconstrução esportiva. O resultado, ao menos neste primeiro grande desafio da temporada, foi perfeito: título estadual justamente sobre o maior rival.

A campanha também mostrou que o talento regional pode ser um ativo valioso para os clubes paraenses. Além dos atletas formados no próprio Paysandu, o elenco contou com jogadores identificados com o futebol local, como o volante Henrico, revelado pela tradicional Tuna Luso Brasileira. Outros destaques foram os zagueiros Luccão e Iarley e os volantes Pedro Henrique e Brian.

O que começou como uma estratégia emergencial acabou revelando um caminho possível. A falta de recursos obrigou o clube a confiar em jovens talentos que, muitas vezes, ficavam à margem em elencos mais caros. Com oportunidade e responsabilidade, muitos desses jogadores corresponderam.

A lição que fica é clara: investir na base não precisa ser apenas uma solução para tempos de crise. Quando bem estruturada, a formação de atletas pode se transformar em um projeto permanente, capaz de fortalecer a identidade do clube, reduzir custos e ainda gerar retorno esportivo e financeiro.

O título estadual não resolve todos os problemas do Paysandu, mas aponta uma direção. Se mantiver a valorização dos talentos formados em casa, mesmo quando a estabilidade financeira voltar, o Papão pode transformar uma decisão forçada pela crise em um modelo duradouro de sucesso.

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