As finais costumam transformar detalhes em capítulos decisivos de uma história. Em noventa minutos, a euforia pode dar lugar à apreensão, enquanto a vantagem construída por um lado se transforma em desafio para o outro. Foi exatamente esse cenário que se desenhou após o primeiro duelo da decisão da Copa Verde 2026, deixando o desfecho do torneio completamente aberto para a partida de volta em Belém.
A derrota por 3 a 1 para o Anápolis no jogo de ida colocou o Paysandu em situação delicada na disputa pelo título. Agora, o Papão precisará vencer por pelo menos dois gols de diferença no próximo domingo (7), no Mangueirão, para levar a decisão para as cobranças de pênaltis. Uma vitória por três ou mais gols garante a taça aos paraenses no tempo normal, enquanto o Anápolis joga pelo empate ou até mesmo por uma derrota simples para conquistar o título regional.
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GALO COMEÇA MAIS AGRESSIVO
Desde os instantes iniciais, o confronto apresentou um cenário equilibrado, com as duas equipes buscando espaço para criar jogadas ofensivas. O Anápolis, porém, demonstrava maior objetividade quando chegava ao campo de ataque, enquanto o Paysandu encontrava dificuldades para transformar a posse de bola em situações claras de perigo. Logo aos três minutos, Fernando Viana levou perigo pela primeira vez ao finalizar para fora. Pouco depois, aos sete, Juninho tentou concluir uma jogada ofensiva, mas acabou bloqueado pela defesa bicolor.
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A pressão dos donos da casa continuou e, aos dez minutos, Fernando Viana voltou a aparecer. O atacante girou na entrada da área, encontrou espaço para finalizar e obrigou a defesa paraense a ficar em alerta.
JUNINHO ABRE O PLACAR
A insistência do Anápolis foi recompensada aos 15 minutos. Após cruzamento para a área, Fernando Viana subiu bem e cabeceou em direção ao gol. O goleiro Gabriel Mesquita conseguiu defender parcialmente, mas deu rebote. Atento ao lance, Juninho apareceu livre para empurrar a bola para as redes e fazer 1 a 0 para o Galo da Comarca.
Pouco depois do gol, aos 17 minutos, o zagueiro Hélder recebeu cartão amarelo por falta. O lance gerou discussão e foi revisado pelo VAR, que analisou uma possível expulsão. Após consulta ao vídeo, a arbitragem decidiu manter a marcação original, confirmando apenas a advertência.
PAYSANDU TENTA REAGIR
Em desvantagem, o Paysandu passou a trocar mais passes e aumentou seu tempo de posse de bola. Apesar da tentativa de controlar as ações, a equipe paraense encontrava dificuldades para superar a marcação adversária e criar oportunidades reais diante do goleiro Ravel.
A melhor chance bicolor surgiu aos 31 minutos. Kleiton recebeu pela esquerda, próximo ao bico da grande área, cortou para o pé direito e finalizou com perigo, obrigando atenção da defesa goiana. Antes disso, aos 28 minutos, Caio Mello havia levantado bola na área, mas ninguém conseguiu completar para o gol.
CARTÕES E PRESSÃO DO ANÁPOLIS
O jogo ganhou intensidade na reta final da etapa inicial. Aos 37 minutos, Rubinho foi advertido com cartão amarelo pelo lado do Anápolis. Um minuto depois, Bonifazi também recebeu amarelo pelo Paysandu.
Aos 40 minutos, Mila arriscou de longa distância e obrigou Gabriel Mesquita a fazer boa defesa, evitando o segundo gol naquele momento.
MATHEUS LAGOA AMPLIA NOS ACRÉSCIMOS
Quando o primeiro tempo caminhava para o encerramento, o Anápolis voltou a mostrar eficiência. Após quatro minutos de acréscimo serem sinalizados pela arbitragem, o time da casa aproveitou mais uma oportunidade dentro da área.
Aos 48 minutos, Matheus Lagoa recebeu uma sobra na área do Paysandu e bateu colocado de perna esquerda, sem chances para Gabriel Mesquita, ampliando a vantagem para 2 a 0. Logo após o segundo gol, o árbitro encerrou a primeira etapa.
SEGUNDO TEMPO
Se o primeiro tempo foi marcado pela eficiência do Anápolis, a etapa final trouxe emoção, pressão e mudanças importantes no roteiro da partida. Com o Paysandu obrigado a buscar o resultado, o confronto ganhou intensidade desde os primeiros minutos, mas o Galo da Comarca mostrou força defensiva, contou com uma atuação segura do goleiro Ravel e ainda encontrou espaço para ampliar a vantagem mesmo atuando com um jogador a menos.
Precisando reverter a desvantagem construída antes do intervalo, o Paysandu voltou para o gramado com postura mais agressiva. O time paraense passou a ocupar o campo ofensivo e tentou acelerar as jogadas pelas laterais em busca de uma reação rápida.
PAYSANDU PRESSIONA E CRIA AS PRIMEIRAS OPORTUNIDADES
Logo aos quatro minutos, Marcinho cobrou escanteio e encontrou Kleiton dentro da área. O atacante desviou de cabeça e viu a bola passar muito perto da trave defendida por Ravel. O Papão seguiu insistindo, enquanto o Anápolis procurava administrar o resultado. Aos seis minutos, Fernando Viana recebeu cartão amarelo por uma infração no meio-campo.
Pouco depois, aos nove, o técnico da equipe goiana promoveu a entrada de Luiz Felipe na vaga de Cássio Gabriel, tentando reforçar o setor central.
EXPULSÃO MUDA O CENÁRIO DO JOGO
Aos dez minutos, o Anápolis sofreu um duro golpe. Hélder, que já havia sido advertido na primeira etapa, recebeu o segundo cartão amarelo e acabou expulso, deixando os donos da casa com dez jogadores em campo.
Com superioridade numérica, o Paysandu aumentou ainda mais a pressão. Marcinho teve duas boas oportunidades. Primeiro, aos 12 minutos, finalizou para fora. Depois, aos 17, apareceu livre dentro da área e bateu à queima-roupa, mas encontrou uma defesa espetacular de Ravel, que evitou o gol paraense. Aos 15 minutos, Castro também tentou de longe, mas acabou isolando a bola.
LEONAM AMPLIA A VANTAGEM
Quando o Paysandu parecia mais próximo de diminuir o prejuízo, o Anápolis aproveitou uma bola parada para praticamente encaminhar a vitória. Aos 29 minutos, após cobrança de escanteio, a defesa bicolor não conseguiu afastar o perigo. A bola sobrou para Leonan no segundo poste, e o lateral-esquerdo não desperdiçou: acertou uma finalização forte para marcar o terceiro gol do Galo da Comarca. O lance aumentou ainda mais a vantagem dos donos da casa e esfriou o ímpeto da equipe paraense.
Mesmo diante do placar adverso, o Paysandu não desistiu. Marcinho voltou a assustar aos 25 minutos com um chute defendido por Ravel. Aos 35 minutos, o goleiro do Anápolis voltou a ser decisivo ao fazer outra grande intervenção em uma finalização rasteira, mantendo a confortável vantagem da equipe goiana.
JUNINHO DIMINUI NOS ACRÉSCIMOS
Com cinco minutos de acréscimo assinalados pela arbitragem, o Paysandu continuou tentando buscar ao menos um resultado menos desfavorável. A insistência foi recompensada aos 47 minutos. Após cruzamento para a área, Juninho apareceu livre no segundo poste e desviou para o fundo das redes, descontando para o Papão.
O gol, porém, veio tarde demais para alterar o rumo da partida. Após suportar a pressão do adversário, atuar parte do segundo tempo com um jogador a menos e contar com importantes defesas de Ravel, o Anápolis confirmou a vitória por 3 a 1 diante de sua torcida e largou em vantagem no confronto.
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