O Paysandu entra no segundo turno do quadrangular da Série C do Campeonato Brasileiro pressionado pela necessidade de reação. Com apenas um ponto conquistado em três rodadas, o Papão ocupa a lanterna do grupo C, mas Mazola Júnior mantém o discurso de que a disputa pelo acesso continua aberta.
O treinador, que assumiu a equipe na reta decisiva da competição, vê no próprio histórico do clube e da comissão técnica um motivo para acreditar na recuperação. Para Mazola, o momento exige enfrentamento, e não cautela diante da situação na tabela.
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"Esse clube e essa comissão técnica já estão acostumados a esse tipo de desafio. Vamos encarar com tudo. Começa o segundo turno do quadrangular. Está tudo em aberto. E nós, com certeza, vamos fazer um segundo turno do quadrangular muito melhor do que fizemos no primeiro", destacou.
A confiança também passa pelo peso da camisa bicolor. Mazola rejeita a ideia de utilizar a grandeza do Paysandu como justificativa para os resultados negativos e lembra uma situação vivida em 2014 no acesso, quando enfrentou um ambiente hostil fora de casa.
"Time grande, não podemos usar isso como desculpa, como muleta. Time é grande. É time grande. Assim como foi comigo em 14. Nós fomos jogar lá em Juiz de Fora, aquela pressão toda, quase derrubar o ônibus, e nós fomos lá e ganhamos o jogo", ressaltou.
Apesar do cenário adverso, o técnico também destaca a evolução do grupo desde a chegada. Mazola afirma que a segunda semana de trabalho superou as expectativas e encontrou um ambiente que, segundo ele, já apresenta características de um período mais longo de convivência.
"Motivação gigantesca. Semana espetacular de trabalho. Lógico que a segunda semana é sempre melhor do que a primeira quando eu chego num clube, mas essa aqui me surpreendeu. A segunda semana nossa está simplesmente sensacional. Parece que eu já estou aqui há mais de mês", explicou.
A avaliação positiva do trabalho, porém, não significa ignorar os problemas apresentados pelo Paysandu. Na visão do treinador, a equipe teve uma atuação competitiva, mas ainda precisa corrigir situações que contribuíram diretamente para os gols sofridos nas primeiras rodadas do quadrangular.
"Na minha opinião, o time jogou bem. O Paysandu jogou bem. Agora, algumas situações nós vamos ter que fazer diferente. Principalmente para não tomar os gols de bola cruzada na nossa área, como nós tomamos", finalizou.
A primeira oportunidade para colocar essa mudança em prática será diante da Inter de Limeira, neste sábado (26), às 19h30, no Limeirão. O Paysandu precisa transformar o discurso de reação em resultado para tentar deixar a última posição do grupo e se aproximar da zona de classificação para a próxima fase.
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