A saída de Marcelo Sant'Ana do Paysandu encerra um ciclo de 11 meses marcado por conquistas dentro de campo, mudanças na estrutura esportiva e a frustração pela ausência do acesso à Série B do Campeonato Brasileiro. Ao se despedir nas redes sociais, o executivo fez um balanço do período e reconheceu que o principal objetivo da temporada não foi alcançado.
"Poderíamos mais: nos faltou o acesso. Pois também falhamos, erramos, somos humanos e temos as nossas limitações", escreveu Sant'Ana. Na publicação, ele também afirmou que um projeto esportivo não nasce nem se consolida em apenas uma temporada.
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Balanço dos 11 meses
Durante o período no clube, o executivo contabilizou 49 partidas, com 25 vitórias, sete empates e 17 derrotas. Ele também destacou a conquista do Parazão, Copa Norte e Copa Verde, a maior venda da história do Paysandu e a participação de 17 jogadores das categorias de base no elenco profissional.
"Em 11 meses, além das 49 partidas (25v / 7e / 17d), conquistamos muita coisa juntos: três títulos, a maior venda da história do Paysandu, o protagonismo da base com 17 atletas jogando no Profissional, a credibilidade, a esperança de dias melhores, o respeito do mercado e das arquibancadas", publicou.

Sant'Ana ainda citou as oito viradas conquistadas pela equipe durante os jogos e ressaltou o trabalho realizado longe dos holofotes. Para ele, apesar da frustração na reta final, o período deixa a perspectiva de mudança na cultura e na mentalidade do clube.
"Plantamos a semente que vale à pena fazer diferente, apesar dessa frustração na reta final. Para mim, é um ano para agradecer e guardar: na memória e no coração", declarou.
A despedida terminou com uma mensagem que deixou em aberto a possibilidade de um reencontro no futuro.
Hoje é o dia da minha despedida. Nem toda despedida é um adeus. Às vezes, é um até logo
Marcelo Sant'Ana, ex-executivo do Paysandu
Perfil do substituto
Na última segunda-feira (19), durante entrevista coletiva na Curuzu, o presidente do Paysandu, Márcio Tuma, apresentou características que a diretoria considera essenciais para o próximo executivo de futebol. A busca é por um profissional que trabalhe em sintonia com a gestão, respeite as categorias de base e mantenha diálogo com os demais setores.
"Tem que ser alinhado com a diretoria executiva. Que respeite a base, disposto a dialogar. Aqui, ninguém é dono da verdade e não aceitamos que ninguém queira trabalhar sozinho. Que saiba que a melhor ideia é sempre favorável ao Paysandu, de quem quer que seja. É um executivo que esteja alinhado conosco", afirmou.
Tuma também ressaltou que o novo profissional precisará montar um elenco compatível com as condições financeiras do clube. A intenção, segundo o presidente, é evitar mudanças frequentes no cargo e dar continuidade ao planejamento esportivo.
"Vamos buscar um perfil que possa montar um elenco com a realidade financeira que o Paysandu tem hoje. É com credibilidade, convicção no projeto, pessoa que queira passar um longo a médio prazo no clube, para não trocar de executivo todo ano, todo semestre. Para desenvolver um trabalho. É esse o perfil que estamos procurando", disse.

Ausência de dirigentes na despedida
Outro detalhe da despedida de Marcelo Sant'Ana chama atenção: das 11 fotos publicadas, nenhuma mostra o presidente Márcio Tuma ou os vice-presidentes do Paysandu. As imagens registram momentos ao longo da temporada e outros integrantes da diretoria de futebol em 2026, como Alberto Maia e Vandick.
O registro, por si só, não esclarece os bastidores da saída, mas compõe o contexto da despedida do executivo, enquanto o clube trabalha para definir quem assumirá a função e dará sequência ao planejamento para a próxima temporada.

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