O Paysandu define nesta terça-feira (3) quem estará à frente do clube pelos próximos dois anos. Com apenas uma chapa inscrita para a Diretoria Executiva, o atual presidente Márcio Tuma é o único candidato ao cargo e pode ter o mandato estendido até dezembro de 2028.
A votação será realizada das 16h às 21h, na sede social bicolor, na Avenida Nazaré, em Belém. Mesmo sem concorrente, a chapa "Papão da Curuzu" precisa alcançar 50% mais um dos votos válidos para ser confirmada. Não haverá aclamação.
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Tuma assumiu a presidência em dezembro de 2025, após a renúncia de Roger Aguilera. Na ocasião, o então vice-presidente passou a comandar o clube para concluir o mandato em andamento. Agora, a eleição pode garantir ao dirigente um ciclo completo à frente do Paysandu, durante o biênio 2027-2028.

Renovação dos conselhos ganha importância
Embora a disputa pela presidência tenha apenas uma candidatura, a escolha dos novos integrantes dos conselhos também coloca em jogo os rumos políticos e administrativos do Paysandu. Os associados vão eleger 25 membros titulares e 25 suplentes para o Conselho Deliberativo (Condel).
O órgão participa de decisões institucionais importantes, incluindo a análise de contas da Diretoria Executiva, a aprovação do orçamento e a avaliação de assuntos que podem gerar compromissos financeiros para o clube. Por isso, a composição do conselho terá influência no acompanhamento da próxima gestão.
O Conselho Fiscal também terá a formação renovada, com cinco vagas para titulares e três para suplentes. A função é fiscalizar as contas e acompanhar a movimentação financeira da instituição, contribuindo para o controle da administração.

Eleição teve questionamento na Justiça
O processo eleitoral chegou a ser questionado por um associado, que apontou possíveis irregularidades na composição da chapa única. O pedido para suspender a votação foi negado pelo Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), mantendo o pleito no calendário previsto.
A decisão, porém, não encerrou a discussão sobre os argumentos apresentados na ação. As alegações ainda podem ser analisadas durante o andamento do processo, sem impedir, neste momento, a realização da eleição.
Além da Diretoria Executiva e dos conselhos, o pleito também contempla representantes da Assembleia Geral. Assim, a votação desta terça-feira vai além da confirmação de um possível novo mandato para Tuma: também definirá parte da estrutura responsável por acompanhar e deliberar sobre a administração bicolor nos próximos anos.
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