A negociação entre Clube do Remo e Goiás pelo atacante Jajá ganhou contornos de tensão nos bastidores e, até o momento, segue indefinida. O Leão Azul chegou a acertar os termos de um empréstimo do jogador em R$ 300 mil, que incluiria compensação financeira ao clube goiano e um valor fixado em R$ 3,5 milhões para uma futura compra, condicionada ao cumprimento de metas esportivas.
De acordo com informações apuradas pelo jornalista Júnior Cunha, o executivo de futebol do Remo, Marcos Braz, não aprovou os moldes da negociação, que vem sendo conduzida diretamente pelo presidente azulino Antônio Carlos e pelo diretor de futebol Manoel Ribeiro Filho. O desalinhamento interno acabou se tornando um dos principais obstáculos para o avanço do negócio. Ou seja, o acordo ainda não foi concretizado.
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O entrave, segundo fontes ligadas à negociação, ainda está em processo de tentativa de resolução. Vale ressaltar que o atacante Jajá não participou do treinamento do Goiás na última terça-feira (6), em razão a uma lesão muscular. O jogador também teria comunicado à comissão técnica esmeraldina que não deseja permanecer no clube.
Nesta quarta-feira (7), o clube goiano deu um passo mais duro nas tratativas. Segundo o repórter André Rodrigues, da Rádio Band News de Goiânia, o Goiás notificou o Remo de forma extrajudicial, alegando assédio ao atleta. O motivo seria o fato de dirigentes azulinos terem apresentado proposta diretamente ao staff de Jajá antes de uma negociação formal com o departamento de futebol do Goiás.
Goiás mantém postura firme
Pelas normas da CBF e da FIFA, é considerado ilegal e antiético que um clube negocie diretamente com um jogador que possui contrato vigente sem antes procurar oficialmente o clube detentor de seus direitos federativos. O Goiás sustenta que essa conduta violou os regulamentos e reforça sua posição no caso e mantém postura firme em relação ao contrato do atleta, que tem vínculo válido até o fim de 2026.
Mesmo diante do desejo do atleta em deixar o clube, o Goiás reafirma que só aceita liberar Jajá mediante compensação financeira, condição considerada obrigatória para qualquer possibilidade de empréstimo. Até o momento, não há confirmação de avanço nas tratativas, e o futuro do atacante segue indefinido.
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