Subiu para 40 o número de pessoas mortas na tragédia do município de São Sebastião, interior de São Paulo, que recebeu o maior temporal já registrado na história da região.
A forte chuva forçou cerca de 2,5 mil a saírem de suas casas. Em todo o estado já são 1730 desalojados e 766 desabrigados. Diante da tragédia, o presidente Luís Inácio Lula da Silva interrompeu sua folga na Bahia e sobrevoou as áreas afetadas pela chuva.
O presidente fez o pedido de que não sejam mais construídas casas em encostas de morros, para evitar que novas tragédias como essa voltem a acontecer.
Uma força tarefa composta de mais de 500 agentes vem realizando o trabalho de resgate na área afetada. Trata-se de uma equipe integrada entre forças de segurança, equipes do governo estadual, Forças Armadas, Polícia Federal e da própria Prefeitura de São Sebastião. O trabalho está segmentado na localização, resgate, salvamento e identificação das vítimas.
Diante de um cenário de desolação, depoimentos de sobreviventes contam com mais detalhes o tamanho da destruição que o temporal causou. Morador no local desde a década de 90, Lício Mota da Silva explica que a sensação era de estar em dilúvio. “Parecia o fim do mundo”.
"Perdi bens, mas isso a gente consegue com luta e batalha. A gente fica triste e sentido com os vizinhos que a gente perdeu”, conta o morador.
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