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Pará tem espaço favorável para a criação de pescado e ganha destaque

Com abundância de água, o pará tem espaço favorável para a criação de pescado, mas também investe na aquicultura para garantir que o produto chegue às mesas com qualidade

domingo, 27/12/2020, 09:03 - Atualizado em 27/12/2020, 09:03 - Autor: Igor Wilson/DOL


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O pescado é a proteína animal mais consumida do planeta e o Pará cada vez mais está conseguindo aproveitar a abundância de seus recursos para fortalecer este importante setor de nossa economia. Além dos peixes de cultivo, o estado produz cerca de 35% do pescado de todo o Brasil, com destaque na produção de peixes ornamentais, crustáceos (principalmente o camarão), moluscos e tartarugas. A posição paraense concede benefícios estratégicos.

O Pará possui uma extensa área de águas interiores, o equivalente a 62% do total de água doce da Amazônia. O clima favorável (temperatura elevada e estável) também é um dos fatores para a produção de peixes de cultivo, que tem previsão de atingir 14 mil toneladas no próximo ano. O potencial é grande. A aquicultura tem despertado a curiosidade de cada vez mais adeptos e investidores. E isso tem feito avançar o setor em geral. O primeiro beneficiado é o mercado regional. Os paraenses estão consumindo mais produtos da aquicultura, como o tambaqui, a tambatinga, a pirapitinga, o pirarucu, o matrinxã, o camarão cinza e a ostra nativa, encontrados em estabelecimentos como supermercados, peixarias e restaurantes.

Todos os especialistas são unânimes em afirmar que o Pará tem potencial para liderar o ranking nacional da aquicultura. O desafio agora é encontrar formas de dinamizar a produção para que, além de se tornar competitivo com outros mercados, a aquicultura gere emprego e renda à economia destas regiões que dependem das águas.

Destaque

Um dos pioneiros no trabalho com Sistema Fechado em Recirculação (RAS), o Projeto Peixe, criado e liderado pelo zootecnista goiano Moisés Guimarães, está há menos de dez anos no mercado, mas o suficiente para ter iniciado uma verdadeira mudança na criação de peixes em tanques no Pará. E tudo começou de forma despretensiosa. Moisés era professor e a paixão pelo universo da aquicultura o fez largar tudo e se formar em zootecnia.

 

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Quando começou a aprender a lidar com o sistema RAS, foi desenvolvendo tanques em sua residência. “Quando as pessoas iam na minha casa ficavam impressionadas e queriam que eu fizesse pra elas, foi aí que tudo começou”, diz Moisés.

De 4 anos para cá, o Projeto Peixe foi convidado pela Emater para desenvolver tanques em cidades paraenses para a criação de espécies como a tilápia e o tambaqui. O trabalho da equipe de Moisés impressionou tanto que atualmente o Projeto Peixe se espalhou para diversos estados brasileiros, como São Paulo, Brasília e Ceará. Os clientes são empresas e produtores.

“A ideia agora é expandir mais módulos. No Pará eu tenho módulo em Ipixuna do Pará, Aurora e Marabá. Ano que vem tem mais dois para fazermos em Augusto Corrêa, com 10 toneladas por mês, e o outro fica próximo a Tucumã. A ideia é desenvolver aquicultura no Pará mais em sistema fechado. O Pará permite a criação de peixes como tilápia, panguaço e alguns outros em sistema fechado. Eu tenho todo apoio da Sema, nosso projeto é ecológico, sustentável, e por isso vamos continuar crescendo”.

 

 
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