Com técnicas utilizadas em reconstituições forenses, o designer catarinense Cícero Moraes foi responsável por recriar o rosto da múmia egípcia Iret-Neferet (olho bonito em egípcio) uma das duas únicas múmias remanescentes no Brasil. No inicio do ano, ela foi identificada e datada por uma equipe de pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).
A idade da mulher foi revelada através de um método de radiocarbono, conhecido como "Carbono 14", que revelou que ela tinha entre 42 e 43 anos. O procedimento também permitiu a identificação do período de vida em que ela viveu, acredita-se que seja entre 786 a.C e 476 a.C, algo entre 2.495 e 2.787 anos atrás.

Para fazer a reconstituição em três dimensões, o design seguiu alguns passos: Marcou as espessuras da pele com base nas mediadas padrões de seres humanos; projetou linhas para apontar o posicionamento dos lábios, nariz, olhos e orelha; pigmentou a pele com base nas cores étnicas da população do período; incluiu cabelo e, por fim, elaborou a roupa de acordo com as vestimentas da época.

Além de Iret-Neferet, a outra múmia egípcia presente no Brasil é Tothmea, que veio dos Estados Unidos para o Museu Egípcio Rosa Cruz de Curitiba (PR) em 1995. O Museu Nacional, no Rio de Janeiro, também abrigava outros objetos trazidos por Dom Pedro I e Dom Pedro II, mas eles foram destruídos ou perdidos em um incêndio ocorrido em setembro de 2018.
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