Durante o período de pandemia o Brasil ganhou 33 novos bilionários. O número foi divulgado pela lista dos mais ricos do país da revista “Forbes Brasil”. Ao todo, o ranking de bilionários brasileiros em 2020 tem 238 nomes.

Juntas, as fortunas desses novos membros do clube dos bilionários chegam a R$ 1,6 trilhão, alta de 33% em relação à soma do ano passado. O valor é quase igual ao PIB (Produto Interno Bruto) do Chile, que foi de R$ 1,63 trilhão (US$ 298,2 bilhões) em 2018, segundos os dados mais recentes do Banco Mundial.

De acordo com a revista, a maioria dos novos bilionários brasileiros conseguiu sua fortuna no mercado de ações, seja pela oferta inicial de papéis (IPO) de suas empresas na Bolsa, seja pela disparada da cotação das companhias das quais são acionistas.

O aumento no número de bilionários também teve um impulso da fabricante de motores Weg. São dez novos bilionários ligados à empresa —os estreantes na lista herdaram participações acionárias deixadas pelos fundadores, Werner Ricardo Voigt, Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus.

Outro fundador do 3G Capital é o empresário Jorge Paulo Lemann, que encabeçava a lista da “Forbes” desde 2013, quando desbancou Eike Batista. Neste ano, porém, ele aparece em segundo lugar, após perder o posto para o banqueiro Joseph Safra, dono do Banco Safra.

Além de ser a pessoa mais rica do Brasil, com patrimônio estimado em R$ 119,08 bilhões, Safra é também o banqueiro mais rico do mundo, de acordo com a revista.

Luiza Trajano, dona do Magalu, aparece como a mulher mais rica do Brasil, ocupando a oitava posição do top dez. Ela subiu 16 posições na lista, depois que seu patrimônio cresceu 181% no último ano.

Foto: Reprodução

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