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Vacinas da Pfizer chegam ao Brasil após 4 meses de atraso

As vacinas da Pfizer/BioNTech poderiam ter desembarcado no Brasil em dezembro de 2020, caso o Governo Federal tivesse aceitado a proposta da farmacêutica em meados do ano passado

sexta-feira, 30/04/2021, 10:42 - Atualizado em 30/04/2021, 10:41 - Autor: Augusto Rodrigues, com informações da Agência Brasil e BBC


As vacinas da Pfizer/BioNTech poderiam ter desembarcado no Brasil em dezembro de 2020, caso o governo federal tivesse aceitado a proposta da farmacêutica em meados do ano passado
As vacinas da Pfizer/BioNTech poderiam ter desembarcado no Brasil em dezembro de 2020, caso o governo federal tivesse aceitado a proposta da farmacêutica em meados do ano passado | Pfizer - Reprodução Facebook

O primeiro lote de 1 milhão de doses de vacinas da Pfizer chegou na noite de ontem (29), no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). Segundo o Ministério da Saúde, as doses deverão ser usadas prioritariamente nas capitais em razão das condições específicas de armazenamento, que precisa ocorrer em temperaturas muito baixas.

De acordo com o Ministério da Saúde, as vacinas seguirão para as 27 capitais do país entre sexta-feira (30/04) e sábado (01/05). Ainda segundo o governo federal, os estados receberão as doses de forma proporcional e igualitária.

Os frascos serão entregues em temperaturas entre -25ºC e -15ºC. A conservação, nessa faixa de temperatura, pode ser feita por 14 dias. Se mantidas em temperaturas de armazenamento entre 2ºC e 8ºC, o prazo para aplicação das doses diminuiu para cinco dias. Por conta das dificuldades de armazenamento, a orientação do Ministério da Saúde é de que a aplicação dessas doses fique restrita às capitais.

Em razão das especificidades dessa vacina, o ministério informou que enviará aos estados as doses em duas etapas. Cada uma delas terá 500 mil doses e será referente, respectivamente, à primeira e segunda doses que cada cidadão deverá receber. Até serem despachadas aos entes da federação, as doses ficarão a -85ºC em 16 super geladeiras do Centro de Distribuição Logístico do Ministério da Saúde, em São Paulo.

O governo brasileiro comprou 100 milhões de doses do imunizante da Pfizer. Em março, em reunião com a farmacêutica, o Ministério da Saúde apresentou a previsão de que até junho seriam entregues 13,5 milhões.

QUATRO MESES DE ATRASO

As vacinas da Pfizer/BioNTech poderiam ter desembarcado no Brasil em dezembro de 2020, caso o governo federal tivesse aceitado a proposta da farmacêutica em meados do ano passado.

Esse prazo foi mencionado pelo ex-secretário de Comunicação do governo Bolsonaro, Fábio Wajngarten, em entrevista à revista Veja. "Se o contrato com a Pfizer tivesse sido assinado em setembro, outubro, as primeiras doses da vacina teriam chegado no fim do ano passado", disse.

Pelo menos 3 milhões de doses já teriam chegado ao Brasil até fevereiro se o governo tivesse aderido à proposta da farmacêutica, segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo.

O governo federal argumentou que não concordava com as condições estabelecidas pelo laboratório, pois a empresa não se responsabilizava por eventuais efeitos colaterais da vacina. Mas essas mesmas condições foram impostas a outros países que compraram a vacina, segundo a Pfizer.

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