Durante os depoimentos na CPI da Covid, o nome da empresa Davati Medical Supply ficou conhecido entre os brasileiros após ser frequentemente mencionado, como parte de um esquema de corrupção envolvendo membros e representantes do governo brasileiro e a compra da vacina indiana covaxin, que a empresa dizia representar.
O senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI, confirmou que o empresário Cristiano Alberto Carvalho, representante da Davati, será ouvido nesta quinta (15).
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O depoimento do empresário deverá acontecer porque ele desmentiu a fala de Luiz Paulo Dominguetti à comissão. Na altura, Dominguetti tentou incriminar o deputado Luís Carlos Miranda, autor de denúncias, como um dos envolvidos no caso.
Segundo Cristiano, Dominguetti queria apenas “aparecer”. “A CPI tem a vontade de ouvir essa semana ainda o senhor Cristiano que criou toda essa celeuma em relação a ida desse senhor que esteve essa semana”, começou Omar Aziz durante uma entrevista ao canal Globo News.
“Nós queremos saber o que motivou eles a fazerem isso, até tentar de uma forma muito desleal trazer um áudio pra desvirtuar e tentar fazer com que a CPI mudasse o rumo das investigações”, completou o parlamentar, referindo-se ao áudio levado por Dominguetti.
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Com a gravação, Dominguetti, que é agente da Polícia Militar (PM), tentou incluir o deputado Luis Claudio Miranda (DEM-DF) nas supostas negociações de propina das vacinas. Todavia, segundo o deputado, o áudio é antigo e se refere a luvas cirúrgicas.
Assim que apresentado o áudio, senadores da oposição e da base bolsonarista começaram a bater boca. De acordo com Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI, seria necessário a apreensão do celular do depoente, o que foi determinado por Omar.
Do outro lado, os senadores apoiadores de Jair Bolsonaro (sem partido) pediram que o aparelho de Luis Miranda também fosse retido – o presidente da comissão afirmou que não poderia autorizar o pedido relativo ao parlamentar.
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