Em 2020, foram registradas 237 vítimas da homotransfobia no Brasil, segundo um levantamento realizado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), ou seja, uma média de uma vítima a cada 36 horas. Historicamente, os dados mostram que a luta de pessoas LGBTQIA+ em busca de direitos é marcada por grandes processos e violência.
Um passeio de amigos LGBTQIA+ de Brasília terminou em confusão em Santa Catarina, após o grupo ser vítimas de homofobia em Balneário Camboriú.
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O grupo estava fazendo fotos no local, quando um homem, que não teve o nome divulgado, passou a ofender Gabriel Nunes, de 25 anos. Em um momento, ele chegou a dizer "sai da frente, viadinho". O caso foi registrado na última segunda-feira (11).
O jovem, que é morador de Brasília, reagiu para tentar afastar o homem do grupo, que estava em uma excursão com cerca de 60 pessoas. Ele relatou que a artista drag Pikineia também foi alvo dos comentários homofóbicos.
"A Pikineia ficou tirando foto de uma amiga nossa que é trans. Estávamos espalhados e ele (o agressor) foi passando por nós e nos xingando. No final, virou para mim e chegou a dizer ‘sai da frente gordo, viado’’, contou o jovem.
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Segundo o jovem, ele reagiu para tentar afastar ele (o agressor) da gente. Falei, em vários momentos para ele sair de lá, mas o agressor tirou a máscara e veio para cima”, afirma.
Sem pensar duas vezes, Gabriel aplicou um mata-leão para conter as agressões do homem. “Nunca tinha sofrido homofobia antes. Ficamos muito tensos. O passeio depois foi horrível, voltamos para a pousada em que estávamos e ficamos somente lá, muito abalados com a situação”, relembra.
"A gente só quer o nosso direito de viver, sendo gay, lésbica, trans, sendo qualquer tipo, branco, negro, gordo ou magro. A gente merece viver. Queremos viver, só isso”, afirma.
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