O Brasil convive com altas taxas de casos de violências cotidianas praticadas contra mulheres. Essas estatísticas elevadas resultam em um triste dado no cenário mundial: o país é o 5º com maior taxa de homicídios de mulheres em todo o mundo.
As agressões aconteceram no sábado (12), na cidade do interior paulista, após ela pedir o fim do relacionamento. O homem, de 43 anos, está em prisão temporária. Ele não tinha advogado constituído até esta segunda-feira (21). Ele ficou em silêncio no momento da prisão, segundo a polícia.
O caso se assemelha ao da morte da garota de programa Selma Heloisa Artigas da Silva, a Nicole, em 1998, em Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo). Em 2016, o empresário Pablo Russel Rocha foi condenado a 24 anos de prisão por ter arrastado por dois quilômetros e matado a vítima.
Pelo relato da vítima, sem aceitar o término, o homem passou a agredi-la. Após imobilizá-la, enrolou uma mangueira de jardim de aproximadamente três metros no pescoço da mulher e no engate do carro e arrancou com o veículo.
A mulher contou à reportagem que quanto mais tentava desamarrar a mangueira, mais ela se enroscava em seu pescoço. Por isso, achou que iria morrer.
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O crime de Nipoã ocorreu no quilômetro 3 da estrada vicinal João Leal, próximo a uma área de lazer conhecida como Pedreira.
Ainda segundo a vítima, enquanto ela era arrastada, a mangueira se rompeu. Naquele momento, o homem teria descido do carro e pegado uma chave de rodas para agredi-la, mas pessoas ouviram os gritos de socorro e foram ajudá-la.
Com a chegada de testemunhas, o agressor fugiu com o automóvel. O carro dele foi localizado e apreendido, logo após o crime.
A vítima sofreu hematomas no pescoço, um corte no rosto, fraturou a mão direita e teve diversas escoriações nas pernas e nas costas.
Ela foi socorrida e encaminhada para um pronto-socorro da cidade e, posteriormente, transferida para o Hospital de Base, em São José do Rio Preto (a 430 km da capital), onde ficou quatro dias internada. Ela precisou levar pontos na mão e no rosto.
Segundo a mulher, o ex já havia cometido outras agressões, sempre após ela manifestar a vontade de terminar o relacionamento. A vítima relata que ela e o agressor se conheciam há alguns meses e se encontravam aos finais de semana. Eles ainda não haviam assumido um namoro.
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Ela conta que uma vez foi agredida por ele na casa de amigos, quando falou que terminaria. Nessa mesma ocasião, o homem a teria ameaçado de morte se houvesse a separação.
Apesar das agressões anteriores, a mulher afirma que nunca havia procurado a polícia por medo.
O agressor foi preso temporariamente por 30 dias. Ele vai responder por tentativa de feminicídio e por posse de drogas, já que no dia que os policiais cumpriram o mandado de prisão foram encontradas porções de drogas e uma balança de precisão na casa dele.
O suspeito foi levado para a carceragem da Deic (Divisão Especializada em Investigações Criminais) de São José do Rio Preto.
A mãe da vítima, que pediu para não ter o nome divulgado, pediu justiça e disse que o ocorrido foi pior que um filme de terror. Ela conta ainda que a filha ficou traumatizada, com a imagem do que viveu na memória, e que, por isso, só quer ficar trancada no quarto, chorando.
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