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"PODE ME CHAMAR DE MACHISTA"

Ministro de Minas diz que mulher ganha menos por engravidar

Ele define como "comportamento racional" dos empresários porque mulher engravida e "falta mais para ir ao médico" do que os homens.

quinta-feira, 12/05/2022, 18:43 - Atualizado em 12/05/2022, 18:41 - Autor: DOL com informações da Folha de São Paulo.

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O  mais novo Ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida nomeado nesta quarta pelo Presidente Jair Bolsonaro.
O mais novo Ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida nomeado nesta quarta pelo Presidente Jair Bolsonaro. | (crédito: Divulgação)

Nesta quarta-feira (11) o presidente Jair Bolsonaro (PL), nomeou como Ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida que ficou no lugar do Almirante Bento Albuquerque, que foi exonerado a pedido.

Discursos polêmicos do mais novo Ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida circula nas redes sociais, em muitos dos seus discursos, ele afirma que muito do que é chamado de discriminação no mercado de trabalho, na verdade, ele define como "comportamento racional" dos empresários porque mulher engravida e "falta mais para ir ao médico" do que os homens.

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"É simplesmente o comportamento racional do empresário [...] o custo de oportunidade da mulher é mais alto, porque ela é mais eficiente fora do mercado. Se o casal tiver um filho provavelmente é a mulher que vai cuidar do filho. Aí você vai dizer para mim: 'Adolfo, mas o homem fica bêbado mais que a mulher? Fica. Então, menos para o homem neste ponto. Mas também quem vai mais ao médico é a mulher, então, ela vai faltar mais para ir ao médico. O empresário está fazendo essas contas", diz.

E não para por ai, no mesmo vídeo ele fala que se ver uma mulher na rua usando uma calça colada e um bustiezinho, você fala "pô, essa mulher deve ser solteira'". "Pode me chamar de machista à vontade", diz ele.

Ele continua em outro trecho, que licença maternidade de seis meses "é algo criminoso contra a mulher, "Você dar uma licença maternidade de 6 meses para a mulher é mais ou menos como você chegar para um empresário e falar: "Não promova mulher porque, se ela engravidar, ela vai ficar seis meses fora da empresa'." Diz ele.

"Cara, você consegue imaginar uma empresa ficar seis meses sem o seu gerente? Não tem jeito. Quando eu fui contra essa ideia de dar licença maternidade de seis meses, o pessoal me xingou. Não é nada disso, é que eu me preocupo com as mulheres", completa.

Em um vídeo nomeado de "Aprenda economia com o Sachisida: Aula 7", publicado há seis anos em seu canal do youtube, o ministro aponta também que um dos motivos para a desigualdade salarial entre os gêneros, é que homens topam jornada de trabalho mais extensa que as mulheres.

"Você conversa com seus amigos e suas amigas e pergunta: 'Quem de vocês topa trabalhar 12 horas por dia durante 15 anos para daqui 15 anos ser o chefe ganhando mais?' Você vai ver que uma proporção maior de homens topa isso. Talvez seja fator cultural, social, não sei", diz.

O ministro também é contra as cotas raciais e afirmou que alemães, italianos, e japoneses foram mais maltratados no Brasil que os negros nos últimos anos.

"É difícil argumentar que 200 anos depois do final da escravidão exista uma dívida histórica (com os negros)", afirmou. "Se tem algo que o Brasil pode ensinar para o mundo é a maneira como as raças interagem. Olha a minha cor aqui ó (ele mostra o braço), eu sou branco, eu sou negro. A minha irmã é mais escura do que eu. Ela é branca, ela é negra", diz.

Veja o vídeo

  


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