A violência doméstica é um fenômeno que não distingue classe social, raça, etnia, religião, orientação sexual, idade e grau de escolaridade. Quem é vítima desse tipo de violência passa muito tempo tentando evitá-la para assegurar sua própria proteção e a de seus filhos. As mulheres ficam ao lado dos agressores por medo, vergonha ou falta de recursos financeiros, sempre esperando que a violência acabe.
Todos os dias, somos impactados por notícias de mulheres que foram assassinadas por seus companheiros ou ex-parceiros. Na maioria desses casos, elas já vinham sofrendo diversos tipos de violência há algum tempo, mas a situação só chega ao conhecimento de outras pessoas quando as agressões crescem a ponto de culminar no feminicídio.
Na tarde deste sábado (21), uma mulher quase perde a vida ao ter uma parte do couro cabeludo arrancada com um facão pelo marido, em Campo Grande (MS). Segundo a vítima, ela está em processo de separação há três meses e o homem não aceitava o fim do relacionamento.
A Polícia Militar foi acionada pela equipe médica da Santa Casa da cidade, onde a dona de casa deu entrada após a agressão. Em um primeiro momento, ela alegou que teria sido assaltada na rua. No entanto, após conversa com os policiais, a mulher afirmou ter sido vítima de violência doméstica.
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Aos agentes, a moça contou que durante a madrugada o ex-marido chegou na residência, pegou um facão e partiu para cima dela. A unidade de saúde informou as autoridades que a mulher perdeu 10 mm da calota craniana. Ela também está com vários hematomas no braço, cotovelo e nas coxas. Após ouvirem a vítima, os policiais foram até a casa da mulher e encontraram os três filhos dela, sendo cuidados pela mais velha, de apenas 9 anos.
A menina disse aos agentes que ela e os irmãos viram o pai agredindo a mãe, que fugiram do local para não ver a mãe ser morta pelo pai. O caso segue em investigação pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) e o homem está sendo procurado pela policia.
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