O indigenista Bruno Pereira e o jornalista inglês Dom Phillips, assassinados no Vale do Javari, no Amazonas, foram homenageados pelo rabino Uri Lam durante reza no Templo Beth-Ei, espaço religioso judaico em São Paulo. O sacerdote cantou uma música indígena que viralizou nas redes sociais de Bruno depois de sua morte. "Pela elevação da memória de Bruno Pereira e Dom Philips", disse Lam, ao fim da oração.
A homenagem que foi realizada conhecida como kadish é uma prece pelos mortos, considerada uma oração de santificação da vida. Os judaicos evocam os feitos dos que se foram como forma de lembrá-los.
"Não destrua suas árvores manejando o machado contra elas. Você pode comer delas, mas não derrubá-las. Pois são as árvores do campo humanas, para que consigam se retirar quando você sitiar a cidade?", parafraseou o rabino, em início de uma oração em homenagem a Dom Phillips e Bruno Pereira.
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Bruno e Dom viajaram para o Vale do Javari, entre as cidades de Atalaia do Norte e Guajará, na tríplice fronteira Brasil, Peru e Colômbia, quando desapareceram no dia 5 de junho. A área possui 8,5 milhões de hectares demarcados, sendo a segunda maior terra indígena do país – a primeira é a Yanomami, com 9,4 milhões de hectares.
A coordenação da União das Organizações Indígenas do Vale do Javari (Univaja) informaram que Bruno Pereira e Dom Phillips chegaram na sexta-feira (3) no Lago do Jaburu, nas proximidades do rio Ituí, para que o jornalista visitasse o local e fizesse entrevistas com indígenas.
De acordo com a Polícia Federal, a dupla foi perseguida por pescadores ilegais e assassinados. As vítimas teriam sido mortas a tiros e os corpos, esquartejados e enterrados.
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