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VIOLÊNCIA POLÍTICA

Bolsonarista que ameaçou Lula e ministros do STF é preso

A decisão foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, que também determinou que as plataformas digitais bloqueiem as redes sociais do militante de extrema direita.

sexta-feira, 22/07/2022, 14:39 - Atualizado em 22/07/2022, 14:39 - Autor: FOLHAPRESS

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Bolsonarista, Ivan Pinto foi candidato a vereador em 2020, sob o nome "Ivan Papo Reto".
Bolsonarista, Ivan Pinto foi candidato a vereador em 2020, sob o nome "Ivan Papo Reto". | (Foto: Reprodução Redes Sociais)

O ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão temporária de um homem que defendeu em redes sociais ataques a políticos de esquerda, como o ex-presidente Lula (PT) e o deputado Marcelo Freixo (PSB-RJ), e a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Segundo o Supremo, Ivan Rejane Forte Boa Pinto, 46, foi preso nesta sexta-feira (22) pela Polícia Federal em Belo Horizonte, após resistir à prisão. Ele havia sido candidato a vereador da capital mineira em 2020, sob o nome "Ivan Papo Reto", pelo PSL (hoje, União Brasil).

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Além da prisão, Moraes determinou a busca e apreensão de "armas, munições, computadores, tablets, celulares e outros dispositivos eletrônicos" em poder de Boa Pinto. Também determinou ao Twitter, YouTube e Facebook que bloqueiem as redes sociais do ex-candidato e que o Telegram bloqueie um grupo que ele administrava.

A PF, que solicitou ao ministro a prisão de Boa Pinto, afirmou que ele "utiliza canais da rede mundial de computadores (YouTube, Facebook, Twitter) e aplicativos de mensagem para "mandar um recado para a esquerda brasileira", cooptando apoiadores com o fim de "caçar" e de praticar ações violentas dirigidas a integrantes de partidos políticos à esquerda do espectro ideológico".

Nominalmente, são mencionados Lula, Freixo e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, além dos ministros do Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Luiz Fux, Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e o próprio Moraes. Ele chama os ministros, nessas redes, de "vagabundos do STF".

Interlocutores de Moraes apontam que essa decisão do ministro, que será o próximo presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e é relator do inquérito das milícias digitais, demonstra que ele não irá tolerar esse tipo de ameaça e que está monitorando grupos de extremistas.

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