
O anúncio do chamado 'Tarifaço' pelo presidente americano Donald Trump tem afetado distintos setores da economia global. No Brasil, não foi diferente, com a moeda americana custanto R$ 5,84.
Apesar de o país ter sido um dos menos afetados, em tese, foi a primeira vez que o Dólar esteve no menor nível em cinco meses. No entanto, o cenário pode ser de oportunidades para investidores. É o que explica a corretora de investimento XP.
Nesta sexta-feira (04), a XP divulgou um relatório onde a projeção mantém o valor da moeda americana a R$ 6 até o final de 2025, mesmo com o panorama de incerteza global. Para 2026, a previsaõ é de que o valor do Dólar seja R$ 6,20.
A instituição afirma que o risco de recessão nos EUA aumentou e o dólar tem se desvalorizado significativamente este ano. Apesar da incerteza, a XP diz que por ora, os preços da commodities e o DXY (índice global do dólar) se recuperarão "um pouco" nas próximas semanas e que o Fed não cortará os juros no curto prazo.
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A instituição também elevou suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2025 para 2,3%, de 2%, e de 1% para 1,5% em 2026, refletindo a robustez do mercado de trabalho e medidas de estímulo do governo. Uma possível recessão nos Estados Unidos, porém, é um risco adiante, reconhece a corretora.
"Caso a visão mais pessimista se concretize, os EUA poderão arrastar outras economias para uma recessão, intensificando a aversão global ao risco. Nesse cenário, o Fed [Federal Reserve, banco central americano] provavelmente reduziria as taxas de juros além do que está apreçado no mercado. No entanto, isso não impediria que os preços das commodities e de ativos financeiros dos mercados emergentes fossem impactados. Mas ainda é muito cedo para afirmar que as moedas latino-americanas não serão afetadas negativamente nos próximos meses", afirma, em relatório, o economista-chefe Caio Megale.
A corretora afirma ainda que medidas de estímulo no Brasil como a reforma do Imposto de Renda também levaram a XP a aumentar a projeção para a inflação me 2026 com a estimativa de alta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passando de 4,5% para 4,7%. Para 2025, a projeção foi mantida em 6%.
Em relação à Selic, a XP avalia que as expectativas de inflação permanecem elevadas mesmo depois da alta significativa de juros desde o ano passado. Com isso, a projeção é de uma taxa Selic subindo até 15,50%.
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