A tentativa de escapar da Justiça brasileira chegou ao fim para Raquel de Souza Lopes, de 54 anos. Após percorrer uma rota de fuga que atravessou as fronteiras da América do Sul e do Norte, a cozinheira, condenada a 17 anos de prisão pelos atos de 8 de janeiro de 2023, foi entregue pelas autoridades norte-americanas ao Brasil. O desembarque ocorreu sob custódia no Aeroporto Internacional de Confins, em Belo Horizonte, encerrando um périplo de quase dois anos como foragida internacional.
Uma rota de fuga pelas Américas
A saga de Raquel começou em março de 2024, quando ela abandonou a prisão domiciliar em Joinville (SC) e cruzou a fronteira em direção à Argentina. No entanto, a mudança na postura do governo argentino, que passou a colaborar com as ordens de prisão brasileiras, forçou uma nova fuga em novembro daquele ano.
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Acompanhada de outros militantes, a cozinheira seguiu um caminho tortuoso: entrou no Peru por Santa Rosa, atravessou a Colômbia e chegou ao México. O objetivo final eram os Estados Unidos, onde entrou ilegalmente pelo Texas em janeiro de 2025. Contudo, o plano de asilo político ruiu quando a polícia de imigração norte-americana (ICE) a deteve por entrada irregular. Mesmo com sucessivos recursos judiciais para evitar a extradição, a Justiça dos EUA manteve a ordem de deportação, consolidada em janeiro deste ano.
O destino dos demais fugitivos
O caso de Raquel não é isolado, mas ilustra o cerco fechado contra os envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes. Enquanto ela e outras duas mulheres (Cristiane Silva e Rosana Maciel) já enfrentam o sistema penitenciário brasileiro, outros nomes do grupo seguem destinos incertos:
- Asilo na Espanha: Apolo Carvalho conseguiu viajar para a Europa após um erro de emissão de passaporte no México.
- Permanência no México: Aletheia Soares e Romário Rodrigues optaram por não arriscar a fronteira norte-americana.
- Expectativa nos EUA: Michelle Paiva Alves é a única que ainda possui chances jurídicas de permanecer em solo americano sob a alegação de "temor crível".
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Atualmente, Raquel Lopes está à disposição da Polícia Federal em uma unidade prisional de Minas Gerais. Seus advogados agora devem recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para solicitar a transferência para um presídio em Santa Catarina, onde reside sua família, para o cumprimento definitivo da pena por crimes como associação criminosa armada e tentativa de golpe de Estado.
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