Em momentos de tragédia urbana, quando o cotidiano de uma cidade é abruptamente interrompido, o trabalho silencioso das equipes de resgate passa a ocupar o centro das atenções. Entre sirenes, máquinas e a esperança de encontrar sobreviventes, cada hora de busca revela o drama humano escondido sob toneladas de concreto.
Foi nesse cenário que o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais confirmou, na manhã desta sexta-feira (6), a localização da última vítima do desabamento de um imóvel que funcionava como lar de idosos no bairro Jardim Vitória, na região Nordeste de Belo Horizonte. Com a descoberta do corpo, o número de mortos na tragédia chegou a 12. Outras oito pessoas foram retiradas com vida dos escombros.
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De acordo com o tenente Elias Cristovam, a última vítima encontrada é uma idosa de 77 anos. Os socorristas chegaram a verificar possíveis sinais vitais, mas constataram que ela já estava sem vida no momento do resgate.
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A vítima foi localizada em uma das suítes do imóvel, justamente na área onde as equipes concentravam os esforços nas últimas horas da operação. Segundo o oficial, a retirada do corpo foi concluída por volta das 10h, o que permitiu o encerramento definitivo das buscas no local.
MAIS DE 100 HOMENS ATUARAM NAS BUSCAS
Ao longo da operação de resgate, cerca de 100 militares participaram das ações, com o auxílio de cães farejadores especializados. Alguns desses animais já haviam sido utilizados recentemente em missões de busca e salvamento realizadas na cidade de Juiz de Fora, reforçando o trabalho das equipes no local da tragédia.
Segundo as informações repassadas pelo Corpo de Bombeiros, o prédio, que possuía três andares e um subsolo, desabou por volta de 1h30 da madrugada da última quinta-feira (5). No edifício funcionavam, além do lar de idosos e da residência da família proprietária, uma academia e também um estúdio de bronzeamento.
LAR DE IDOSOS PASSAVA POR OBRAS
Uma das primeiras informações levantadas após o desabamento do Lar de Idosos aponta que o prédio passava por obras de ampliação. A informação foi confirmada de forma preliminar pela Polícia Civil, que iniciou as investigações sobre o episódio que deixou 12 mortos e vários feridos.
Durante entrevista coletiva, o delegado Murilo Ribeiro, responsável pela apuração, explicou que a informação sobre a obra ainda faz parte das primeiras verificações feitas pela polícia. Segundo ele, ainda não é possível afirmar se os trabalhos de ampliação têm relação direta com o desabamento. "Sabemos que havia uma obra de ampliação no imóvel, mas ainda é prematuro afirmar se o desabamento está ligado a essa intervenção ou a qualquer outra circunstância", declarou o delegado.
NOVA ETAPA DA INVESTIGAÇÃO
A Polícia Civil já instaurou inquérito para investigar o caso. Peritos das áreas de engenharia e medicina legal também acompanham os trabalhos, que entrarão em uma nova etapa agora que as buscas por vítimas foram encerradas.
Durante a coletiva, ainda na manhã da quinta-feira, Murilo Ribeiro já havia antecipado que a análise técnica será fundamental para esclarecer as causas da tragédia. "Quando as buscas forem concluídas, a perícia de engenharia poderá avaliar com mais precisão o que aconteceu. Nosso objetivo é investigar todas as circunstâncias de forma detalhada para determinar se foi um acidente ou se houve algum tipo de responsabilidade criminal", afirmou.
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