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Mpox avança por contato sexual, alerta infectologista

O Brasil aponta um aumento de casos de Mpox em 2026. Conheça os sintomas e como se prevenir.

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Imagem ilustrativa da notícia Mpox avança por contato sexual, alerta infectologista camera Mpox: os sintomas incluem febre, mal-estar e o surgimento de lesões na pele. | Reprodução

A Mpox é uma infecção viral causada por um vírus da mesma família da varíola. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões, secreções ou pele de pessoas infectadas. Os sintomas incluem febre, mal-estar e o surgimento de lesões na pele.

Em 2026, o Brasil voltou a registrar aumento nos casos de Mpox, com diagnósticos confirmados em vários estados. No Ceará, por exemplo, já foi identificado o terceiro caso da doença neste ano.

Contato sexual

Segundo a infectologista Mirian Dal, do Hospital Sírio-Libanês, a forma de transmissão da doença mudou nos últimos anos. “Antes, a Mpox era mais relacionada ao contato com animais silvestres. Desde 2022, houve uma explosão de casos, principalmente por contato íntimo entre pessoas”, explica.

A especialista ressalta que, apesar da relação com o contato sexual, a doença não é considerada uma infecção sexualmente transmissível. “A transmissão acontece pelo contato com secreções e lesões do portador”, explica.

De acordo com ela, eventos com grande interação social, como o Carnaval, influenciam no aumento dos casos. “Depois do Carnaval, muitos diagnósticos foram feitos na cidade de São Paulo”, destaca.

Evolução da doença e como se prevenir

Os dados também chamam atenção. Segundo a infectologista, “em 2025, o Brasil teve mais de mil casos. Agora, em 2026, já temos mais de cem registros”.

Sobre a evolução da doença, Mirian detalha o período de incubação e os sintomas. “O tempo de incubação costuma ser entre 13 e 14 dias. No início, os sintomas são parecidos com os de uma gripe comum. Depois, surgem lesões na pele. Essas lesões começam como manchas vermelhas, evoluem para bolhas com pus e, depois, formam crostas que se espalham pelo corpo”, alerta.

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A recuperação da pele pode levar algumas semanas. “O processo até a pele voltar ao normal dura, em média, de três a quatro semanas”, afirma.

Para prevenir a doença, a recomendação principal é evitar contato com pessoas infectadas e buscar diagnóstico precoce. Grupos mais vulneráveis, como crianças menores de seis anos e pessoas imunossuprimidas, devem ter atenção especial. “Temos vacina disponível no Brasil, principalmente indicada para quem faz uso da profilaxia pré-exposição ao HIV”, orienta a especialista.

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