A tecnologia tem transformado diferentes áreas da sociedade e, cada vez mais, também se torna uma aliada importante na promoção da acessibilidade e da inclusão. Pensando em proporcionar mais autonomia, segurança e qualidade de vida para pessoas com mobilidade reduzida, uma inovação apresentada durante a Feira Hospitalar 2026 chamou a atenção do público e dos especialistas da área da saúde: a cadeira de rodas motorizada Everest, desenvolvida pela Dellamed, capaz de subir e descer escadas.
O equipamento foi apresentado com exclusividade durante a Feira Hospitalar 2026, considerada a maior feira de saúde da América Latina. Ainda em fase de desenvolvimento, a tecnologia despertou curiosidade entre os visitantes dos estandes e repercutiu nas redes sociais e em veículos de comunicação especializados. A expectativa da empresa é que a cadeira esteja disponível no mercado brasileiro a partir de 2027.
Segundo a fisioterapeuta e responsável técnica da Dellamed, Laura Rossato Madalosso, a proposta da Everest vai além da mobilidade tradicional. O objetivo é oferecer mais liberdade de acesso para pessoas que convivem diariamente com barreiras arquitetônicas e dificuldades de locomoção.
“A cadeira representa um grande avanço para a autonomia de pessoas com mobilidade reduzida, especialmente em ambientes com barreiras físicas que ainda limitam a acessibilidade no dia a dia”, destacou.
A profissional explica que a inovação pode transformar significativamente a rotina tanto dos usuários quanto de seus cuidadores. Isso porque o equipamento facilita o acesso a locais antes considerados difíceis ou até impossíveis para cadeirantes, reduzindo também o esforço físico de familiares e profissionais responsáveis pela assistência.
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Como funciona?
Quem convive diariamente com a falta de acessibilidade sabe, na prática, o quanto obstáculos simples podem limitar a liberdade. O dançarino Adriano Silva conta que uma das maiores dificuldades enfrentadas por cadeirantes ainda é subir e descer escadas.
“Sem dúvidas subir e descer alguma escada. Mesmo que seja de poucos degraus. Já deixei de ir na casa de familiares meus só pelo simples fato de morarem no segundo andar e não ter elevador”, relatou.
Segundo Adriano, a falta de acessibilidade impacta até mesmo situações consideradas simples para a maioria das pessoas.
“Um simples passeio na pracinha da esquina às vezes se torna um pesadelo. Falta de calçadas niveladas, falta de rampa para subir e descer calçada, parada de ônibus que não é acessível. Infelizmente isso ainda existe nos dias de hoje”, desabafou.
Entre os principais diferenciais da cadeira está o sistema inteligente de subida e descida de escadas. Para garantir estabilidade e proteção ao paciente durante o deslocamento, a Everest conta com uma série de mecanismos de segurança, como cintos de proteção, esteiras integradas, controle automático do posicionamento do assento e encosto conforme o centro de gravidade do usuário e ajuste manual de velocidade, permitindo movimentos mais suaves e controlados.
Além disso, todas as funções podem ser operadas por joystick, botões integrados à estrutura ou até mesmo por controle remoto, ampliando a praticidade e a segurança, principalmente para pacientes com maior grau de dependência.
De acordo com a Dellamed, a Everest surge como uma solução pioneira no mercado brasileiro por unir tecnologia, acessibilidade e a proposta de um valor mais acessível em comparação com equipamentos semelhantes disponíveis no exterior. O projeto é desenvolvido por uma equipe multidisciplinar formada por profissionais das áreas de engenharia e fisioterapia.
“Mais do que uma cadeira motorizada, a Everest foi pensada para responder a um dos maiores desafios enfrentados por pessoas com mobilidade reduzida: a falta de acessibilidade nos ambientes”, afirmou Laura.
Para Adriano Silva, tecnologias como essa poderiam mudar completamente a rotina de quem depende de cadeira de rodas.
“Seria um sonho para qualquer pessoa usuária de cadeira de rodas ter uma cadeira com essa tecnologia de subir e descer escada. A gente teria mais liberdade e não pensaria duas vezes antes de ir naquele restaurante que infelizmente só tem escada, igrejas, bancos e outros lugares”, afirmou.
Apesar da repercussão positiva, a empresa reconhece que o desenvolvimento da tecnologia ainda enfrenta desafios importantes. Um dos principais pontos é adaptar o equipamento à realidade estrutural brasileira, marcada por pisos irregulares, desníveis e escadas fora dos padrões de acessibilidade.
Segundo a fisioterapeuta, os testes realizados durante a Feira Hospitalar 2026 foram fundamentais para reunir feedbacks de consumidores, profissionais da saúde e parceiros, ajudando a direcionar melhorias no produto.
Outro desafio apontado pela empresa é equilibrar tecnologia, segurança e custo-benefício, tornando a inovação acessível para um número maior de pessoas no Brasil.
“A proposta é desenvolver uma solução robusta, intuitiva, confortável e segura, mas que também seja financeiramente viável para ampliar o acesso da população a esse novo nível de inovação”, ressaltou.
Para a área da saúde, a expectativa é que a cadeira represente avanços importantes na segurança durante transferências de pacientes, além da redução do esforço físico exigido de cuidadores e profissionais.
A empresa acredita ainda que o impacto da Everest ultrapassa a questão da mobilidade e contribui diretamente para inclusão, pertencimento e independência de pessoas com deficiência física.
“O projeto busca unir tecnologia, engenharia de produto e saúde com um objetivo maior: desenvolver uma solução que proporcione pertencimento e inclusão ao paciente”, concluiu Laura Rossato Madalosso.
VEJA O VÍDEO:
Apesar da repercussão positiva, a empresa reconhece que o desenvolvimento da tecnologia ainda enfrenta desafios importantes. Um dos principais pontos é adaptar o equipamento à realidade estrutural brasileira, marcada por pisos irregulares, desníveis e escadas fora dos padrões de acessibilidade.
Segundo a fisioterapeuta, os testes realizados durante a Feira Hospitalar 2026 foram fundamentais para reunir feedbacks de consumidores, profissionais da saúde e parceiros, ajudando a direcionar melhorias no produto.
Outro desafio apontado pela empresa é equilibrar tecnologia, segurança e custo-benefício, tornando a inovação acessível para um número maior de pessoas no Brasil.
“A proposta é desenvolver uma solução robusta, intuitiva, confortável e segura, mas que também seja financeiramente viável para ampliar o acesso da população a esse novo nível de inovação”, ressaltou.
Para a área da saúde, a expectativa é que a cadeira represente avanços importantes na segurança durante transferências de pacientes, além da redução do esforço físico exigido de cuidadores e profissionais.
A empresa acredita ainda que o impacto da Everest ultrapassa a questão da mobilidade e contribui diretamente para inclusão, pertencimento e independência de pessoas com deficiência física.
“O projeto busca unir tecnologia, engenharia de produto e saúde com um objetivo maior: desenvolver uma solução que proporcione pertencimento e inclusão ao paciente”, concluiu Laura Rossato Madalosso.
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