A Caixa Econômica Federal realiza nesta sexta-feira (26) o pagamento da parcela de junho do Bolsa Família para os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) terminado em 8.
O valor mínimo do benefício permanece em R$ 600, mas, com os pagamentos adicionais previstos pelo programa, a média recebida pelas famílias neste mês chega a R$ 677,66. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o Bolsa Família atenderá, em junho, cerca de 19,34 milhões de famílias em todo o país, com investimento total de R$ 13,08 bilhões.
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Além do valor base, o programa prevê benefícios complementares destinados a grupos específicos. O Benefício Variável Familiar Nutriz garante seis parcelas de R$ 50 para mães de bebês de até seis meses, visando reforçar a alimentação infantil. Também são pagos adicionais de R$ 50 para gestantes e mães que amamentam, além de R$ 50 para cada dependente entre 7 e 18 anos e R$ 150 por criança de até 6 anos.
O calendário regular do Bolsa Família segue o modelo tradicional, com pagamentos distribuídos nos últimos dez dias úteis de cada mês. Os beneficiários podem consultar valores, datas e composição das parcelas por meio do aplicativo Caixa Tem.
Pagamento antecipado
Neste mês, moradores de 207 municípios de oito estados receberam o benefício antecipadamente, no dia 17 de junho, independentemente do número final do NIS. A medida contemplou 124 cidades do Rio Grande do Norte afetadas pela seca, além de municípios do Amazonas, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Roraima e Sergipe.
Segundo o governo federal, a antecipação foi destinada a localidades atingidas por eventos climáticos extremos ou que possuem populações indígenas em situação de vulnerabilidade social.
Outra mudança importante é que, desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família deixaram de ter descontos relacionados ao Seguro Defeso, benefício pago a pescadores artesanais durante o período de reprodução dos peixes.
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Regra de proteção
Em junho, cerca de 2,26 milhões de famílias permanecem enquadradas na chamada regra de proteção, recebendo, em média, R$ 369,27. O mecanismo permite que famílias que aumentaram a renda após conseguir emprego continuem recebendo 50% do valor do benefício por um período determinado, desde que a renda por pessoa não ultrapasse R$ 706.
Neste mês, aproximadamente 140 mil novas famílias passaram a integrar a regra de proteção após registrarem aumento na renda familiar.
Desde junho de 2025, o prazo máximo de permanência nessa modalidade foi reduzido de dois anos para um ano. No entanto, a alteração vale apenas para as famílias que ingressaram na regra de proteção a partir deste mês; aquelas que já participavam do programa até maio de 2025 continuarão recebendo metade do benefício pelo período de dois anos.
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