A proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 enfrenta um caminho considerado difícil no Congresso Nacional. Embora o governo mantenha publicamente o discurso de que trabalha para acelerar a tramitação do texto, nos bastidores, integrantes do Palácio do Planalto avaliam que as chances de aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) antes das eleições são poucas.
Já aprovada pela Câmara dos Deputados, a medida ainda aguarda encaminhamento para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Contudo, sem um calendário definido para análise, a proposta permanece parada e aumenta a preocupação do governo sobre a possibilidade de conclusão da votação dentro do prazo desejado.
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A avaliação interna do Planalto é que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tem enviado sinais considerados ambíguos sobre o futuro da PEC. Isso porque o senador não estabeleceu uma data para a votação, mas indicou que pretende alterar o texto aprovado pelos deputados, especialmente com a retirada da regra de transição para a implementação da medida, uma mudança que agrada ao governo.
Mesmo diante das dificuldades, a orientação é manter o fim da escala 6x1 como uma das prioridades do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em discursos e manifestações públicas. Diante disso, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão, recebeu a missão de atuar para destravar a tramitação e buscar algum avanço na CCJ antes do recesso parlamentar, marcado para o dia 18 de julho.
Contudo, caso a votação não aconteça antes das eleições, auxiliares do presidente já trabalham com a possibilidade de transformar o tema em uma das principais bandeiras da campanha eleitoral. A estratégia seria defender que o governo cumpriu a parte dele ao apresentar a proposta e garantir a aprovação inicial na Câmara, mas enfrentou dificuldades para concluir o processo no Senado.
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Outro movimento aguardado pelo Planalto é a escolha de um relator para a PEC por parte de Alcolumbre. A indicação de um nome para conduzir a análise do texto seria vista como um sinal de que a proposta continuará avançando mesmo após o período eleitoral.
Com o recesso parlamentar se aproximando, o Congresso terá apenas mais duas semanas de funcionamento antes da pausa oficial. Durante a campanha, Câmara e Senado devem adotar um ritmo reduzido, com sessões presenciais previstas em apenas uma semana por mês.
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